História
Atribui-se a invenção do
Handebol ao professor Karl Schellenz, da Escola Normal de Educação Física de Berlim, durante a primeira guerra mundial.
No iníco, o
Handebol era praticado apenas por moças e
as primeiras partidas foram realizadas nos arredores de Berlim. Os
campos tinham 40x20m. Pouco depois em campos de dimensões maiores,
o esporte passou a ser praticado por homens e logo se espalhou por
toda a Europa.
Em 1927 foi criada a Federação Internacional de Handebol Amador,
F.I.H.A. Mas, em 1946, durante o congreso de Copenhague (10 a 13 de
julho), os suecos oficializaram seu Handebol de Salão para apenas 7
jogadores por equipe, passando a F.I.H.A. a denominar-se Federação
Internacional de Handebol, F.I.H., e o jogo de 11 jogadores em
segundo plano.
Em 1933 foi criada a federação alemã que, três anos depois,
introduzia o Handebol nos Jogos Olímpicos de Berlim. Em 1954, a
F.I.H. contava com 25 nações. No dia 26 de Fevereiro de 1940 foi
fundada, em São Paulo, a Federação Paulista de Handebol, mas o
esporte já era praticado no Brasil desde 1930. Até 1950, a sede da
F.I.H. era na Suécia. Transferiu-se no ano seguinte para a Suíça.
A primeira vez que o Handebol foi disputado em uma olimpíada foi em
1936, depois foi retirado e voltou em 1972, já na sua nova versão
(de 7 jogadores) e em 1976 o Handebol feminino também passou a
fazer parte dos Jogos Olímpicos.
A Origem do Handebol
O
Handebol é um dos esportes mais antigos de que que
se tem notícia. Ele ja apresentou uma grande variedade de formas
até a praticada atualmente.
Um jogo com bola foi descrito por Homero em “A Odisséia”, onde a
bola era jogada com as mãos e o objetivo era ultrapassar o oponente,
através de passes, isto está gravado em uma pedra na cidade de
Atenas e data de 600 A.C.. De acordo com as escritas do médico
Romano, Claudius Galenus (130-200 D.C.), os Romanos possuiam um
jogo de Handebol chamado “Harpaston”. Na Idade Média, as legiões de
cavaleiros jogavam um jogo de bola, o qual era fundamentado em
passes e metas, isto foi descrito por Walther von der Vogelwide
(1170-1230), que o chamou de “Jogo de Pegar Bola”, que é precursor
do atual jogo de Handebol. Na França, Rabelais(1494-1533), fala sobre um
jogo de Handebol em que “Eles jogam bola, usando a palma da mão”.
O Supervisor de Educação Física Alemão, Holger Nielsen, adaptou o
“Haanbold-Spiel” (Jogo de Handebol) para ser jogado em quadras, na
cidade de Ortrup em 1848, remodelando as regras e método como o
jogo deveria ser praticado. Eventualmente os alemães desenvolveram o
esporte e finalisaram as regras em 1897, onde atualmente é baseado
o Handebol de Quadra (Indoor) e o Handebol Olímpico. Era uma forma
de 7 jogadores por time, em uma quadra pouco maior do que a de
Basquete, com gols de Futebol de 2m de altura por 2,5m de
comprimento.
Na Suécia, em 1910, G. Wallstrom foi quem introduziu o Handebol. Na
Alemanha, em 1912, Hirschmann (O Secretário Geral Alemão da
Associação Internaciona de Futebol) tentou introduzir o Handebol em
um jogo de “campo”, seguindo as regras do Futebol. Durante
1915-1917, o Supervisor de Educação Física Max Heiser (1879-1921),
introduziu o Handebol de Campo para as mulheres, sendo considerado o
real criador do esporte, assim como Karl Schelenz (1890-1956), um
professor de esportes da Escola Superior de Educação Física é
considerado o fundador do Handebol. Karl Schelenz foi o responsável
pelo desenvolvimento do Handebol na Alemanha, Austria e Suiça,
onde ele foi treinador.
Em 13 de Setembro de 1920, Carl Diem, o Diretor da Escola Superior de
Educação Física Alemã, completou o estabelecimento do esporte no
cenário mundial, reconhecendo-o oficialmente como esporte. O jogo
era praticado em campos de Futebol com traves do mesmo tamanho. O
primeiro jogo internacional foi disputado em 3 de Setembro de 1925,
com vitória da Alemanha sobre a Austria por 6 a 3.
A Era Pioneira do Handebol
Durante seu desenvolvimento, o jogo de Handebol não era reconhecido
como um esporte independente, assim como o Basquete e o Volei, era
representado pelas Associações de Educação Física e Associações
Atléticas Nacionais. Em um nível internacional, a Federação
Atlética Amadora Internacional (FAAI) observou os interesses do
Handebol desde 1928. Um Comitê Especial foi formado no VII
Congresso da FAAI na Holanda, em 1926, para organizar os países que
praticavam Handebol para formar “regras básicas” para eventos
internacionais. A FAAI estava preparando e organizando a formação
de uma associação internacional independente e exclusiva ao
Handebol.
O congresso se formou em 4 de Agosto de 1928 em Amsterdam, Holanda,
onde 11 países criaram a Federação Internacional de Handebol Amador
(FIHA).
O
Handebol se tornou um esporte internacional em
1934, sendo jogado por 25 membros da FIHA. O primeiro “grande”
evento internacional de Handebol ocorreu em 1936, nos Jogos
Olímpicos de Berlim, e no 10° aniversário da FIHA, o primeiro
Campeonato Mundial de Handebol, realizado em 1938.
Após o término da II Guerra Mundial, o jogo cresceu rapidamente no
âmbito internacional e em 1946, após a FIHA ser considerada
extinta, foi fundada a atual Federação Internacional de Handebol
(FIH), na Dinamarca. A partir de 1952, o Handebol de Campo era
dominante nas nações participantes. O Handebol de Quadra (Indoor)
era mais praticado por países do Norte Europeu. No entanto, devido a
condições climáticas e o fato de que após o “Hóckey no Gelo”, o
Handebol de Quadra era o esporte mais rápido existente, este começou a
ganhar muita popularidade pelo mundo.
Com regras de outros esportes introduzidas e maiores punições à
faltas violentas, o jogo se tornou mais seguro, simples de se jogar
e mais emocionante de se observar. O Handebol se tornou um esporte
de inverno, levando o espectador a sair do frio e se emocionar com
mais ação e maiores placares do que o Futebol.
A partir de 1960 o Handebol de Campo perdeu rapidamente sua
popularidade e o último Campeonato Mundial foi disputado em 1966.
O
Handebol sempre foi dominado por nações Européias.
Nos anos em que estava se praticando o Handebol de Campo,
Alemanha, Austria e Dinamarca dominaram o cenário mundia, também
pelo fato de não ter muitas nações fora da Europa que praticavam o
esporte.
A Era Amadora do Handebol
Durante a 64° Sessão do Comitê Olímpico Internacional (COI) em Madri,
os membros do COI decidiram incluir novamente o Handebol no
programa dos Jogos Olímpicos, mas desta vez o Handebol de Quadra
(Indoor) foi o escolhido. Este foi o primeiro “grande” evento do
Handebol de Quadra, Os Jogos Olímpicos de Munique, em 1972, apenas
para homens, as competições femininas foram introduzidas em 1976,
nos Jogos Olímpicos de Montreal. O Campeonato Mundial foi reintroduzido
em 1949 para homens e mulheres, as competições juniores para ambos
os sexos foram introduzidas em 1977, O Handebol foi praticado na
maioria por jogadores amadores durante as décadas de 50 à 70, porém
alguns jogadores mais destacados eram patrocinados pelos Governos
ou por companias.
Os países do Leste Europeu se tornaram competitivos e passaram a
dominar o esporte, com destaque para a União Soviética (Russia),
Romênia, Yugoslávisa e Hungria que geralmente apareciam entre os
três melhores países em competições internacionais, tanto para
homens, quanto para mulheres. Apenas a Suécia e a Alemanha
apresentavam resistência à esses países
A Era Profissional do Handebol
Com o término da Guerra Fria, e o colapso dos países do Leste
Europeu, muitas dessas nações sofreram um temporário problema
econômico, com efeito e reflexo em alguns times nacionais que
perderam o topo da liderança e um grande número de bons técnicos
migraram para outras nações. Países como França, Espanha e Alemanha
começaram a dominar o cenário mundial. Juntamente, alguns países
Africanos (Algeria e Egito) e Asiáticos (Coréia do Sul e Japão)
começaram a se destacar nas competições internacionais
(especialmente nos Jogos Olímpicos) durante os últimos anos da
década de 80 e durante os anos 90.
A condição amadora do Handebol no cenário internacional foi
transformada por jogadores sob contrato com clubes ou organizações.
O Handebol de Quadra é hoje o mais popular tipo de Handebol. A
variedade de Campo é raramente praticada atualmente, apenas em
algumas ocasiões por antigos adimiradores. Portanto hoje não se usa
mais o termo “Handebol de Quadra” e apenas “Handebol” para
designar o esporte. Durante os últimos anos da década de 90, está se
popularizando uma versão de “Handebol de Areia”(ou de praia) conhecida
como “Hand Beach”, com torneios e pequenos campeonatos espalhados
por diversos países.
História Olímpica
O
Handebol fez sua estréia nos Jogos Olímpicos de
Berlim, em 1936. Na época era mais popular e mais divulgado o
Handebol de Campo. Este era praticado em campos de grama com
dimensões e gols similares aos do Futebol, com 11 jogadores por
equipe. Houve apenas competições masculinas e esta foi a única vez
que este tipo de Handebol participou das Olimpíadas (atualmente não
se pratica mais esta variável do Handebol, ocorrem ocasionalmente
apenas alguns jogos em eventos ou por antigos adimiradores).
Sendo reintroduzido nos Jogos Olímpicos de Munique, em 1972, o
Handebol voltou ao cronograma olímpico mas com outra modalidade, o
Handebol de Quadra (conhecido atualmente apenas por Handebol). Este
possui times com 7 jogadores, é praticado em quadras de 40m por
20m e gols de 2m por 3m. Em 1972 apenas ocorreram competições
masculinas. As competições femininas foram introduzidas nos Jogos
Olímpicos de Montreal, em 1976. A partir desta data não houveram
mudanças significativas do Handebol nas Olimpíadas.
No Mundo
O Handebol não foi criado ou inventado
A bola é sem dúvida um dos instrumentos desportivos mais antigos do
mundo e vem cativando o homem há milênios. O jogo de “Urânia”,
praticado na antiga Grécia com uma bola do tamanho de uma maçã,
usando as mãos mas sem balizas, é citado por Homero na Odisséia.
Também os Romanos, segundo Cláudio Galeno (130-200 DC), conheciam
um jogo praticado com as mãos, o “Harpastum”. Mesmo durante a idade
média, eram os jogos com bola praticados como lazer por rapazes e
moças. Na França, Rabelais (1494-1533) citava uma espécie de
handebol (esprés jouaiant â la balle, à la paume).
Em meados do século passado (1848), o professor dinamarquês Holger
Nielsen criou, no Instituto de Ortrup, um jogo denominado
“Haandbold”, determinando suas regras. Na mesma época, os Tchecos
conheciam jogo semelhante denominado “Hazena”. Fala-se também de um
jogo similar na Irlanda e no “El Balon” do uruguaio Gualberto
Valetta, como precursores do handebol.
Todavia o Handebol, como se joga hoje, foi introduzido na última
década do século passado, na Alemanha, como “Raftball”. Quem o
levou para o campo, em 1912, foi o alemão Hirschmann, então
Secretário da Federação lnternacional de Futebol. O período da I
Grande Guerra (1915-1918) foi decisivo para o desenvolvimento do
jogo, quando um professor de ginástica, o berlinense Max Heiser, criou
um jogo ao ar livre para as operárias da Fábrica Siemens, derivado
do “Torball”, e quando os homens começaram a praticá-lo, o campo
foi aumentado para as medidas do futebol.
Em 1919, o professor alemão Karl Schelenz reformulou o “Torball”,
alterando seu nome para “Handball” com as regras publicadas pela
Federação Alemã de Ginástica para o jogo com 11 jogadores. Schelenz
levou o jogo como competitivo para a Áustria, Suíça, além da
Alemanha. Em 1920, o Diretor da Escola de Educação Física da
Alemanha tornou o jogo desporto oficial.
A divulgação na Europa deste novo desporto não foi difícil, visto que
Karl Schelenz era professor na então famosa Universidade de Berlim
onde seus alunos, principalmente os estrangeiros, difundiram as
regras então propostas para vários países.
Por sua vez, existia na Tchecoslováquia desde 1892 um jogo praticado
num campo de 45x30m e com 7 jogadores que também era jogado com as
mãos e o gol era feito em balizas de 3x2m. Este jogo, o “Hazena”,
segundo os livros, foi regulamentado pelo Professor Kristof
Antonin, porém, somente em 1921 suas regras foram publicadas e
divulgadas por toda a Europa. Mas, foi o Handebol jogado no campo
de futebol, que chamamos de “Handebol de Campo”, que teve maior
popularização, tanto que foi incluído nos Jogos Olímpicos realizados
em Berlim em 1936.
Com o grande crescimento do futebol com quem dividia o espaço de
jogo, com as dificuldades do rigoroso inverno, muitos meses de frio
e neve, o Handebol de Campo foi paulatinamente sendo substituído
pelo Hazena que passou a ser o “Handebol a 7”, chamado de “Handebol
de Salão”, que mostrou-se mais veloz e atrativo. Em 1972, nos
Jogos Olímpicos realizados em Munique-Alemanha, o Handebol (não
mais era necessário o complemento “de salão”) foi incluído na
categoria masculina, reafirmou-se em Montreal-Canadá em 1976
(masculino e feminino) e não mais parou de crescer.
O Handebol no Brasil
Após a I Grande Guerra Mundial, um grande número de imigrantes
alemães vieram para o Brasil estabelecendo-se na região sul por
conta das semelhanças climáticas.
Dessa forma os brasileiros passaram a ter um maior contato com a
cultura, tradição folclórica e por extensão as atividades
recreativas e desportivas por eles praticadas, dentre os quais o
então Handebol de Campo. Foi em São Paulo que ele teve seu maior
desenvolvimento, principalmente quando em 26 de fevereiro de 1940
foi fundada a Federação Paulista de Handebol, tendo como seu 1 °
Presidenta Otto Schemelling.
O
Handebol de Salão somente foi oficializado em 1954
quando a Federação Paulista de Handebol instituiu o I Torneio
Aberto de Handebol que foi jogado em campo improvisado ao lado do
campo de futebol do Esporte Clube Pinheiros, campo esse demarcado
com cal (40x20m e balizas com caibros de madeira 3x2m).
Este Handebol praticado com 7 jogadores e em um espaço menor agradou
de tal maneira que a Confederação Brasileira de Desportos – CBD
órgão que congregava os Desportos Amadores a nível nacional, criou
um departamento de Handebol possibilitando assim a organização de
torneios e campeonatos brasileiros nas várias categorias masculina e
feminina.
Contudo, a grande difusão do Handebol em todos os Estados adveio com a
sua inclusão nos III Jogos Estudantis Brasileiros realizado em
Belo Horizonte-MG em julho de 1971 como também nos Jogos
Universitários Brasileiros realizado em Fortaleza-CE em julho de
1972. Como ilustração, nos JEB’s/72 o Handebol teve a participação
de aproximadamente 10 equipes femininas e 12 masculinas, já em 1973
nos IV JEB’s em Maceió-AL tivemos cerca de 16 equipes femininas e
20 masculinas.
A atual Confederação Brasileira de Handebol – CBHb foi fundada em 1º
de junho de 1979, tendo como primeira sede São Paulo e o primeiro
Presidente foi o professor Jamil André.
Quadra
A quadra deve ser retangular, com um comprimento de 38 a 44m e uma
largura de 18 a 22m (mas por convenção fala-se que as quadras de
Handebol possuem comprimento de 40m e largura de 20m). A área
privativa do goleiro será determinada por um semi-círculo cujo raio
medirá 6m, desde o centro do gol. Nesta área somente o goleiro
pode ficar, atacantes e defensores devem ficar fora dela (não é
permitido nem pisar na linha, entretanto pode-se pula-la de fora para
dentro, desde que se solte a bola enquanto estiver no ar).
O outro semi-círculo será colocado a 9m, este sendo tracejado e
determinando a linha do tiro livre (de onde geralmente são cobradas
as faltas realizadas pela defesa). A baliza possui largura
interior de 3m e altura de 2m. Em frente e ao meio de cada baliza, e
a uma distância de 7m, traça-se uma linha paralela à do gol, de 1m
de comprimento e chamada de marca dos 7m (penalidade máxima), este
lance apenas é ordenado com a execução de uma falta grave sobre o
adversário enquanto este atacava a meta da defesa.
O Jogo
Em cada jogo confrontam-se duas equipes. Estas devem estar
devidamente uniformizadas, a numeração dos jogadores deve ser
visível e obrigatória. Cada equipe é composta por 12 jogadores, dos
quais 6 de quadra, 1 goleiro e o restante na reserva. A duração de
cada tempo é de 30 minutos, com intervalo de 10 minutos (Nas
olimpíadas de Atlanta foi permitido a utilização de tempo, como no
Voleibol).
O número de substituições é ilimitado, mas deve ser feito em um
espaço de 4,45m, partindo da linha central da quadra (não é
nescessário parar o jogo para realizar as substituições, e estas
apenas podem se realizar após que o jogoador a ser substituído saia
completamente da quadra).
Seu objetivo básico é ultrapassar o adversário através de toques de
bola até atingir a meta adversária, marcando um ponto caso a bola
ultrapasse a linha de gol.
Para realizar tal coisa nescessita-se de muita habilidade e
agilidade, pois o jogo é muito rápido e exige que os reflexos
estegem bem apurados. Com o auxílio de jogadas “ensaiadas”
(previamente treinadas) é possível confundir a defesa adversária e
encantar o público.
A Bola
Existem três tamanhos de bolas de Handebol, cada uma possui um certo
peso pré-determinado e representa uma categoria específica.
São denominados por h2, H2 e H1. Elas tem que ser de couro e não
escorregadias. (Para uma melhor aderência e maior liberdade nas
jogadas usa-se uma cola especial para Handebol, aplicando-a nas
pontas dos dedos).
H2: Esta é usada para a categoria Adulto Masculino
(sendo a maior bola de Handebol), deve medir no início da
partida, 58,4cm de circunferência e pesar 453,6 gramas.
H2: Esta bola é usada nas categorias Adulto Feminio e
Juvenil Masculino (possuindo um tamanho intermediário), deve
medir no início da partida 56,4cm de circunferência e pesar 368,5
gramas.
H1: Esta bola é usada nas categorias Infantis Masculino e Feminino e Juvenil Feminino.
O Jogo
Armador Central
É a “locomotiva” do time no ataque. Este jogador está no centro
do ataque e comanda o curso e o tempo do mesmo, deve saber arremessar
com força e ter um grande repertório de passes. Deve possuir grande
visão de jogo para se adaptar as mudanças na defesa adversária.
Força, concentração, tempo de jogo e passes certos são o que
destacam um bom armador.
O armador pode ser um pouco mais baixo, porém deverá ter grande
habilidade e agilidade. É de grande significância que ele tenha
experiência e maturidade de jogo, pois cabe, principalmente, a ele,
as armações e organizações das jogadas da sua equipe. E ainda,
deve servir de exemplo de técnica e equilíbrio psicológico para
toda a sua equipe.
Goleiro
O goleiro é vital na defesa. Um bom goleiro pode representar mais de 50% da performance de um time.
No nível de elite do
Handebol, são fisicamente
grandes, muito fortes, rápidos e com muita concentração. Esses
jogadores ainda possuem a habilidade de detectar o foco do ataque e
se adaptar as mudanças nas jogadas. Defensores situados no meio
precisam ser muito fortes e altos para impedir os ataques dos meias
e conter os pivôs. Quando a defesa é penetrada, o goleiro é a
ultima barreira ao atacante. Ele precisa ter um reflexo rápido, boa
antecipação de onde o atacante pretende arremessar e habilidade de
ajustar força, reflexos e total concentração (eliminado qualquer
coisa que não seja referente ao jogo) focando seu objetivo final, a
defesa. O goleiro também deve se comunicar com seu time, (pois
possui maior visão de jogo por estar fora dos lances de ataque)
incentivando e alertando a defesa; e auxiliando e orientando seus
companheiros no ataque.
O goleiro não é apenas um jogador de defesa, mas um importante armador de contra-ataques.
O goleiro tem como principal função impedir que a bola entre pela
baliza caracterizando assim o gol adversário. Para realizar tal
função, como os jogadores de linha, os goleiros também necessitam
de técnicas especiais de posicionamento e deslocamento assim como
qualidades físicas específicas. Há algum tempo sua função dentro do
jogo tem se estendido a iniciar ataques também.
No que se refere a posição dos braços: Pode ser de
dois tipos. Posição em “W” ou em “V”. As pernas ligeiramente
afastadas (na linha dos quadris), joelhos com pequena flexão, braços
estendidos acima da cabeça formando um “V” ou flexionados ao lado
da cabeça formando um “W”. Em ambas as posições as mãos devem estar
voltadas para frente, em direção a bola.
Obs.: É importante que os pés não fiquem fixos no
solo, pois para uma melhor movimentação, de maior velocidade, a
manutenção dos pés em ponta deixa o goleiro em estado de alerta e
apto a qualquer movimentação de pernas.
Defesas: Existem vários tipos de defesas. Mas as
mais comuns durante os jogos são as defesas em “Y”, em “X”, embaixo
e à meia-altura.
A defesa em “Y” é quando o goleiro mantém uma perna de apoio no
solo e lança a outra perna junto aos braços na direção da bola.
A defesa em “X”, comumente utilizada em lances onde o atacante
está cara-a-cara com o goleiro. Este salta com os dois pés juntos
afastando as pernas no ar fazendo o mesmo com os braços, formando a
figura de um “X”.
Já a meia altura é feita saltando lateralmente com uma perna e lançando os braços em direção à bola.
A defesa embaixo pode ser feita com as pernas afastadas, flexionando o
joelho, posicionando uma das mãos ao lado da perna e a outra mão
por entre as pernas e também pode ser realizada flexionando o
tronco e juntando as pernas rapidamente, com os braços estendidos
ao longo das pernas evitando com que a bola passe por entre as
pernas.
Deslocamentos
São três os tipos de deslocamentos do goleiro:
O deslocamento semicírculo é feito acompanhando a
troca de passes da equipe atacante pelas posições. O nome se dá
pelo semicírculo formado de um dos postes da baliza até o outro.
Partindo da posição básica em deslocamento lateral, mantendo
sempre o corpo voltado para a bola.
O deslocamento de ataque à bola é feito para frente no
momento de um ataque cara-a-cara em que o goleiro geralmente
executa a defesa em “X”. Procura diminuir o ângulo de ataque do
adversário.
O deslocamento da defesa de ponta é feito no momento de
um ataque pela ponta em que o goleiro está fechando seu canto com
o corpo e o outro com a mão e a perna. Caracteriza-se por um
passo dado à frente pelo goleiro no momento do ataque.
Último e primeiro defensor: O goleiro, pelo seu
local de atuação, já se caracteriza como o último defensor de sua
equipe, tendo mais seis jogadores à sua frente. Ele só passará a se
tornar o primeiro defensor em um contra-ataque adversário, ou
abandonando a área para interceptação de lançamento, etc.
Primeiro e último atacante: Tornar-se-á o goleiro o
primeiro atacante, quando da tentativa de puxar um contra-ataque,
quando ele é o início de um contra-ataque e será o último atacante
quando abandonar sua área para jogar na linha, seja ajudando o
ataque ou em uma situação de inferioridade ou superioridade
numérica.
Contra-ataque: O goleiro, na tentativa de iniciar um
contra-ataque, deverá deslocar-se para o lado contrário à ponta
para a qual irá desferir o lançamento.
Sete Metros: No momento da cobrança de um tiro de
sete metros, o goleiro poderá movimentar-se da forma que desejar,
não podendo porém, ultrapassar a linha de 4 metros que limita seu
deslocamento nessa situação. A escolha de como tentar realizar a
defesa é pessoal de cada goleiro, não tendo uma forma específica
para sua realização.
Meias Armadores
O “combustível” do time no ataque. Os meias geralmente possuem
os mais fortes arremessos e são, geralmente, os mais altos jogadores do
time (no masculino variam de 180cm a 210cm e no feminino variam de
175cm a 190cm). Entretanto existem excepcionais jogadores que são
menores que a média, mas possuem arremessos poderosos e técnica
muito apurada. Estes são geralmente os jogadores mais perigosos
durante o ataque, pois os arremessos costumam partir deles ou de
outro jogador o qual tenha recebido um passe dele.
Estes jogadores normalmente são altos e vigorosos, possuidores de
grande força no arremesso em suspensão e nos arremessos especiais.
Devem dominar a recepção dos passes rápidos, assim como dar
continuidade às jogadas especiais; ter como recurso a utilização
das fintas e sua ligação às ações técnico-táticas complexas com o
pivô e arremessos ao gol.
Com seu posicionamento afastado, são capazes de assegurar um
equilíbrio defensivo à sua equipe. Em verdade, são os primeiros
jogadores a partir para a formação da defesa, retomada da posse de
bola e, por do contra-ataque.
Pivô
Seu objetivo é abrir espaço na defesa adversária para que seus
companheiros possam arremessar de uma distância menor, ou se
posicionar estrategicamente para que ele mesmo possa receber a bola
e arremessar em direção ao gol. O pivô possui o maior repertório
de arremessos do time, pois ele deve passar pelo goleiro e marcar o
gol geralmente sem muita força, impulsão ou velocidade, e em
jogadas geralmente rápidas.
Os pivôs posicionam-se entre as linhas dos 6 e 9 metros, próximos à
área de gol. Normalmente são jogadores rápidos, vigorosos e de
grande habilidade que o possibilite livrar-se da marcação constante
que recebe. Não se faz necessário ao pivô deter grande estatura,
em contrapartida há de ter grande ímpeto e desejo de jogar e
“furar” a marcação. Em movimentos rápidos e hábeis e com uma
posição livre, devem receber a bola com segurança e arremessar
ligeiramente ao gol.
Além dos arremessos especiais do pivô (arremesso em
suspensão, em queda, salto com queda), eles devem dominar
arremessos como: de reversão, de reversão com queda, de
percussão aérea. Deve ainda, prender pelo menos um jogador
(bloqueá-lo), ajudando os arremessos de longa distância e jogadas
dos meias.
Pontas
Os pontas são velozes e ágeis; e devem possuir a capacidade de
arremessar em ângulos fechados. O destaque no arremesso não é a
força, mas a habilidade e pontaria, podendo mudar o destino da bola
apenas momentos antes de soltá-la em direção ao gol.
Os pontas são jogadores normalmente ligeiros e com corrida rápida que
se encarregam do contra-ataque e da corrida rápida para dentro e
para fora da defesa adversária. Jogando nas proximidades das
pontas, tem a missão de ampliar lateralmente o máximo possível a
defesa adversária, de modo que crie maiores espaços entre os
defensores. Desta forma, proporcionam aos pivôs um posicionamento
junto dos 6 metros e, aos meias, aberturas para os arremessos de longa
distância.
Devem possuir: grande qualidade na recepção do
passe; capacidade de realizar passes seguros e com intensidade, por
cima da área do gol, até o outro ponta; um passe para o pivô livre
de marcação. E, por meio de fintas, proporcionar grande
periculosidade ao adversário, com seus arremessos.
Características da Defesa do Handebol
Os jogadores na defesa precisam trabalhar em equipe. Comunicação é
absolutamente vital. Onde está o pivô? Quem está marcando quem?
Onde está o foco do ataque? No nível de elite do Handebol, existem
times que possuem jogadores especializados na defesa, que são
fisicamente grandes, muito fortes, rápidos e com muita
concentração. Esses jogadores ainda possuem a habilidade de detectar o
foco do ataque e se adaptar as mudanças nas jogadas. Defensores
situados no meio precisam ser muito fortes e altos para impedir os
ataques dos meias e conter os pivôs. O goleiro é vital na defesa.
Um bom goleiro pode representar mais de 50% da performance de um
time. Quando a defesa é penetrada, o goleiro é a ultima barreira ao
atacante. Ele precisa ter um reflexo rápido, boa antecipação de
onde o atacante pretende arremessar e habilidade de ajustar força,
reflexos e total concentração (eliminado qualquer coisa que não
seja referente ao jogo) forçando seu objetivo final, a defesa. O
goleiro também deve se comunicar com seu time, (pois possui maior
visão de jogo por estar fora dos lances de ataque) incentivando e
alertando a defesa; e auxiliando e orientando seus companheiros no
ataque.
Princípios Fundamentais na Defesa
Entre o jogador que vais arremessar e o gol deve haver um jogador de
defesa; um adversário nunca deve chegar livre para executar um
arremesso ao gol.
O jogador de posse da bola deve sempre ser marcado e confundido nas suas ações, quando próximo da área do gol.
As ações defensivas devem se dirigir sobre a bola, não sobre o corpo de adversário.
O jogador de defesa cobre sempre o braço de arremesso do adversário que está de posse da bola.
Quanto mais os adversários chegam perto da área do goleiro, tanto mais próximo o jogador da defesa deve efetuar a marcação.
Não atacar o adversário totalmente de frente, mas diagonalmente, para
ter a possibilidade de voltar se for fintado, ou conseguir
prosseguir, se roubar à bola.
Os atacantes devem ser constantemente pressionados para fora, nas
laterais da quadra, dificultando o arremesso contra a baliza.
Nenhum defensor deve abandonar seu setor de marcação, enquanto o adversário estiver de posse da bola.
Após um ataque defendido, o jogador da defesa deve iniciar
rapidamente um ataque ou então correr para livrar-se do adversário.
Deve-se observar também, que no momento em que a equipe perder a
posse de bola, deverá voltar pelo caminho mais curto, a fim de
evitar o contra-ataque do adversário e ocupar o lugar mais próximo
para defender a sua baliza, jogando temporariamente fora de sua
posição, retornando à sua antiga posição, no momento oportuno.
Fases do Ataque do Handebol
1) Contra Ataque
Passagem rápida da defesa para o ataque geralmente com um jogador, causado pela perda de bola pelo adversário.
O contra-ataque pode ser realizado:
Por um jogador que rouba a bola e sai sozinho ou através de um passe a
longa distância executado pelo goleiro ou por um companheiro
seu.
2) Contra-ataque sustentado
Se o adversário consegue evitar a marcação do gol, pois a defesa ainda está desorganizada.
A conclusão da 2ª fase pode ser:
Executada a partir do armador por meio de um arremesso de meia distância
Por meio de um passe, para junto dos seis metros feito por um jogador a partir da zona de arremesso.
3) Organização do ataque
Se não for possível marcar o gol nas duas primeiras fases do ataque, é
recomendável a suspensão da 2ª fase e a organização do ataque. O
sinal para a passagem para 3ª fase é dada pelo jogador que está com
a posse da bola, levando-a e dirigindo-se para o meio da quadra de
jogo, chamara a atenção da própria equipe para o término da 2ª e
início da 3ª fase.
A 3ª fase tem os seguintes objetivos:
Ocupação dos lugares correspondentes ao sistema de ataque combinado
Criação de um curto intervalo para repouso dos jogadores
Transmissão de algumas ordens do treinador
Observação do adversário
Segurança no passe
Ataque num sistema: Ocupa maior espaço na tática
ofensiva. Quando para uma equipe não há nenhuma possibilidade de
executar um contra-ataque simples, ou sustentado, para esta equipe
só interessa a 4ª fase para a marcação de um gol.
Os sistemas de jogo no ataque são:
Ataque com um pivô (3:3 ou 5:1)
Ataque com dois pivôs (2:4 ou 4:2)
Estes ataques são subdivididos em:
Jogo de ataque posicionado, no qual os jogadores não abandonam as
suas posições, mas sim adquirem vantagem tática por meio de um
ajuste individual hábil.
Ataque com trocas ou circulação, este pode ser realizado com jogo
de ataque rígido, o trajeto do jogador e a trajetória da bola
estão escritos, sendo que sofrem modificações segundo o
comportamento da defesa adversária.
4) A quarta fase decorre sempre em três partes distintas:
1ª) preparação do ataque por meio de um jogo
posicionado ou com trocas e passagens rápidas da bola e ataques
perigosos ao gol adversário.
2ª) preparação da fase de finalização do ataque com
ajuda de ações táticas individuais e de grupo que são
interligadas com as passagens da bola e os movimentos de ataque.
3ª) finalização do ataque: esta é
sempre uma ação individual do jogador, para qual os companheiros
realizam o trabalho preparatório e que com uma ação
técnica-tática realiza um arremesso ao gol.
Características do Ataque
Ao conseguir a posse da bola, a equipe deve passar imediatamente à
ação ofensiva, tentando em primeira instância o contra-ataque. Este
se concluirá mediante lances individuais e ação coletiva,
organizado em esquemas prévios para o melhor aproveitamento das
qualidades individuais.
A esquematização dependerá da ação individual dos jogadores e da
perfeita execução dos movimentos necessários para se vencer o
bloqueio adversário.
Na formação dos sistemas, os jogadores receberão funções conforme suas características naturais: os
armadores são jogadores com visão global do jogo, liderança
natural na equipe e na distribuição das jogadas, grande habilidade
com a bola, tenham bom índice de aproveitamento nos chutes à
distância boa recuperação no corte do contra-ataque adversário e armação
do sistema defensivo; os infiltradores, também chamados pivôs,
serão jogadores ágeis, fortes e habilidosos nos dribles e na
execução dos arremessos especiais, e os pontas também chamados
extremos, serão jogadores velozes, com habilidade nos arremessos
com salto e queda, rápidos nos dribles e na troca de passes nos
contra-ataques.
A tática consiste na melhor utilização dos elementos segundo suas
qualidades individuais, nas situações e posições adequadas.
Os jogadores que atuam fora da área de tiro livre, armam as jogadas,
principalmente os do meio, responsável pela variação e opções
durante o ataque, armando de um lado da quadra, ou do outro, ou
mesmo pelo centro, como convier.
Os armadores, na troca de passes, devem procurar servir o pivô, ou.
se não receberem combate, executarão os arremessos de longa
distância ou penetrarão utilizando na finalização os arremessos com
corrida e salto.
Os pivôs atuam próximo da linha da área de gol e na parte frontal da
baliza, onde o ângulo de arremesso é maior, facilitando a conquista
do gol; ao receberem o combate dos defensores, lançam mão dos
arremessos especiais com giros, saltos, quedas e reversão.
Uma equipe de handebol está no ataque, quando está com a posse de
bola ou quando a circunstância indica que o adversário perde a
bloca por um erro técnico, por falta de ataque ou joga a bola para
fora.
Ataque posicional:
Nem sempre é possível ultrapassar o adversário:
ou este regressou mais rapidamente à defesa, ou a bola foi
rematada ao lado da baliza ou saiu do campo de outra maneira. Este modo,
decorre um curto período de tempo até que a bola regresse ao jogo.
Segue-se um ataque posicional, que se utiliza quando:
a) A defesa está formada e já não é possível ultrapassá-la no meio campo
b) Deve-se retardar o jogo
c) Deve-se poupar energias
Na primeira fase das ações ofensivas, os jogadores correm para
determinadas posições e começam, a partir daí, o jogo de ataque.
Aconselha-se que três jogadores se dirijam imediatamente e o mais
rapidamente possível para as imediações da baliza adversária a fim
de receberem a bola e não permitirem qualquer descanso ao
adversário. Seguem-se os restantes jogadores.
A primeira fase do ataque posicional, ataque contra uma defesa já
formada, conclui-se quando os jogadores ocuparem, em frente da
baliza adversária, as suas posições específicas determinadas a
partir do sistema. Começa então a segunda fase, o desenvolvimento
do jogo de ataque perigosos para a baliza.
Distinguem-se, nesta fase, a parte dos sistemas que se abordarão mais
tarde, vários tipos de comportamento tático de cada jogador e de
grupos de jogadores, os quais se resumem no conceito de tática de
uma equipe no ataque.
Fases da Defesa
1) RETORNO A DEFESA: assim que a equipe perde a
posse de bola no ataque a equipe deverá retornar o mais rápido
possível à defesa, principalmente quando é dado ao adversário a
possibilidade de um contra-ataque. O retorno deverá ser feito no
trajeto mais curto, mesmo que os jogadores não possam ocupar a sua
verdadeira posição de defesa.
2) DEFESA TEMPORÁRIA: nesta fase o jogador
encontra-se fora de sua posição de defesa, pois procurando voltar
para impedir o contra ataque do adversário por um caminho mais
curto ele jogará temporariamente fora de sua posição de melhor
rendimento.
3) ORGANIZAÇÃO DA DEFESA: nesta fase os defensores esperarão a oportunidade para retornar ao seu setor de maior rendimento.
Oportunidade esta que poderá ser:
Organização do ataque;
Tiro livre;
Cobrança de lateral, etc.
4) DEFESA ORGANIZADA: acontece nesta fase a utilização do sistema defensivo, treinado pela equipe.
Posição Básica de um jogador na Defesa
Cômodo afastamento lateral das pernas que estarão semiflexionadas à
frente, braço na vertical semiflexionado, palma das mãos voltadas
para frente, cabeça erguida e com atenção voltada para o jogador e a
bola.
Movimentação na Defesa
Um defensor deverá estar sempre em movimentação para responder o mais
rápido possível, a uma situação de perigo representados pelas
ações do adversário.
Durante um jogo de handebol a defesa executa os seguintes movimentos:
Para a lateral, para frente e para trás em diagonal.
Forma de Marcação
1) MARCAÇÃO DE OBSERVAÇÃO: É a observação constante e precisa de seu correspondente em relação à bola.
2) MARCAÇÃO CERRADA: É a aproximação direta e de forma
segura ao seu oponente correspondente, que está de posse da bola a
fim de dificultar a ação do ataque.
3) MARCAÇÃO DE INTERCEPTAÇÃO: É a maneira pela qual o
defensor se coloca entre o adversário e a trajetória da bola,
mas, somente utilizará esta forma com absoluta certeza de
interceptação.
Marcação Individual
É feita quando cada jogador tem seu adversário definido para marcar e a equipe perde a posse da bola.
Esta forma de marcação é usada somente no início da aprendizagem,
para que a criança perceba sua ação conjunta contra a equipe
adversária e não se preocupe em jogar só por causa da bola.
Princípios da Marcação Individual
Ficar sempre entre o adversário e sua própria baliza, se o atacante
estiver longe da baliza, à distância entre atacante e defensor
também será maior, quanto mais próximo o atacante estiver da
balizas, mais próximo o defensor deve marcá-lo.
O adversário deve estar sempre sob o controle visual para poder
acompanhar todos os movimentos e eventualmente até prevê-los.
A marcação individual ainda hoje é utilizada, em determinadas situações e com intenções especiais, que podem ser:
I – Contra equipes mais fraca tecnicamente,
II – Contra equipes mais fracas fisicamente,
III – Contra equipes mais fraca física e tecnicamente,
IV – Quando estamos em superioridade numérica,
V – No final da partida para tentar reverter um resultado desfavorável.
VANTAGENS:
A bola pode ser recuperada mais vezes, contra uma equipe mais fraca
Surpreende a equipe adversária,
Desorganiza o ataque adversário
DESVANTAGENS:
Aumenta desgaste físico da equipe defensora,
Aumenta o numero de faltas, advertências e exclusões,
Quase não é possível cobertura.
Marcação por Zona
Cada jogador fica responsável por uma faixa de área que deve
proteger, guardando e dando combate aos adversários que por ali
transitarem com ou sem bola.
VANTAGENS:
Executar com eficiência a marcação, mesmo com inferioridade numérica;
Compensar através de cobertura uma falha de um defensor;
Passar para o contra-ataque com maior eficiência, pois se tem o controle visual da bola e dos jogadores;
Obrigar o adversário a agir em conjunto, trocando passes, o que facilita a interceptarão e contra-ataque.
A defesa, executa a cobertura nas saídas para dar combate, assim
como a formação de barreiras, por jogarem lado a lado
DESVANTAGEM:
Formação pode ser lenta, até que todos tomem seus lugares, permitindo
a ação rápida do adversário, obrigando aquele que foi para o
ataque a não se esquecer de voltar, tão logo se perca a bola,
pois pela zona do jogador que não voltou a tempo é que pode ser
executada a penetração.
Finalidade da Marcação por Zona
Dar sentido de responsabilidade coletiva;
Dar oportunidade de cobrir uma falha do companheiro;
Reduzir os arremessos a gol;
Dificultar a movimentação do adversário nos seis metros, evitando infiltrações;
Obrigar o adversário a movimentar a bola fora dos nove metros, facilitando com isto a interceptação;
Equilibrar a inferioridade da defesa;
Pode-se dizer que o segredo do sistema defensivo por setor se apóia em sua constante mobilidade.
Os sistemas defensivos por setor são: 6:0, 5:1, 4:2, 3:3 e 3:2:1.
Marcação Mista ou Combinada
Em jogo, não podem realizar-se uma defesa homem a homem pura (sem
troca de adversário) nem uma defesa à zona pura (conservação
permanente da posição defensiva sem trocas breves dos defesas entre
si), visto que os meios de que os avançados dispõem são múltiplos,
de tal modo que também a defesa deve encontrar a utilizar meios
diferenciados (combinações da defesa homem a homem e da defesa à
zona). A defesa mista é a combinação da defesa individual e por zona.
Sistema Ofensivo
Sistema Ofensivo 5:1
É um sistema com cinco jogadores atuando à frente da área de tiro
livre, eqüidistantes, e um infiltrador (pivô) próximo da área de
gol, ocupando a faixa central da baliza onde o ângulo de arremesso é
maior.
Os cinco jogadores que atuam fora da área de tiro livre, devem
receber a função de armação das jogadas, utilizando nisto três
jogadores, enquanto os outros dois, jogando nas laterais, tentam a
penetração ou combinação de fintas e finalizações com o pivô.
Tática
O pivô deve se movimentar em relação à bola, acompanhando para o lado
onde está sendo armada a jogada, procurando facilitar o
recebimento, só sair para o lado proposto ao da jogada, quando
quiser criar o vazio ou possibilitar a tabela com quem está
penetrando. Sua movimentação será junto à linha do goleiro para
facilitar a execução dos arremessos especiais, saindo somente se
necessário para facilitar o recebimento da bola. É um sistema com
aplicação contra defesa nos sistemas 6:0, 4:2, 3:3 e 3:2:1.
Sistema Ofensivo 6:0
É um sistema com seis jogadores atuando à frente da área de tiro
livre, equidistantes, procurando ocupar toda à frente da área. Os
jogadores procuram trocar passes na tentativa de conseguirem
penetrar ou obter condições vantajosas para executar os arremessos
de longa distância. É o sistema mais simples sendo indicado para a
ofensiva, continuando na mesma faixa de campo, dando aos alunos noção
de ataque organizado, sem perder a estrutura defensiva, importante
quando perder a posse da bola. Esta formação ofensiva não prevê o
emprego de pivô, e as jogados são armadas fora da área de tiro
livre, prevalecendo os arremessos de longa distância e as
penetrações laterais.
Deve-se orientar os armadores para fazerem a armação das jogadas
pelas laterais, trazendo a defesa mais para um dos lados e
conseguindo a possibilidade de penetração pelo lado contrário com o
ponta. Caso a armação seja feita no centro da quadra, deve-se dar a
orientação de que troquem passes mais perto do meio do campo,
evitando com isto embolar o jogo e facilitar o corte dos passes
pelos defensores.
Tática
No handebol, quando praticado em nível elevado, com jogadores de
grande habilidade, o mesmo sistema ofensivo volta a ser empregado.
Os jogadores se colocam bem abertos, procurando tirar a defesa da
sua colocação junto à área do goleiro, abrindo e possibilitando o
emprego de um pivô móvel.
Quando as jogadas são armadas por uma das laterais, o ponta
do lado contrário penetra pelo meio, ocupando a posição do pivô.
sua penetração é feita pelas costas dos defensores centrais,
dificultando o trabalho destes: por estar em movimento,
fica com maiores condições de receber os passes; caso não consiga
receber a bola ou a jogada mude de lado, ele volta para sua posição,
dando ao ponta do lado contrário a possibilidade de penetrar e ocultar
a posição do pivô. É um sistema com aplicação contra defesa nos
sistemas 6:0, 5:1, 3:3, e 3:2:1.
Sistema Defensivo
Sistema Defensivo 3:2:1
É formada por três linhas de defesa, uma com três jogadores sobre a
linha de seis metros outra com dois em uma linha intermediária
entre seis e nove metros e a terceira linha sobre os nove metros
com um jogador.
Essa defesa nasceu em 1960 na Iugoslávia, mais objetivamente em
Zágreb com seu precursor Vlado Stenzel. A designação 3.2.1 é
resultante da ordenação dos jogadores num momento particular que
coincide com a fase em que a bola se encontra no central atacante.
Trata-se de uma defesa universal, isto é, uma defesa que é ao mesmo
tempo zonal, individual e combinada. De acordo com o sistema
ofensivo que se enfrenta, reage para converter-se em outro sistema
defensivo. É o sistema que melhor proporciona contra ataques devido
às posições escalonadas e mais adiantadas dos jogadores.
Objetivo – Neutralizar completamente à movimentação
adversária se antecipando no central atacante impedindo-o de
executar o passe para a infiltração no bloqueio defensivo.
VANTAGENS:
Pode adaptar-se facilmente quando o adversário muda sua forma de ataque, em princípio sem modificar-se;
Jogador de posse de bola está constantemente vigiado por dois defensores;
Tem amplitude e profundidade, jogada ofensivamente perturba o
jogo dos atacantes na zona de arremesso de meia distância;
Oferece boas possibilidades para contra-ataque.
DESVANTAGENS:
Só pode ser eficiente com muito movimento (desgaste físico);
Fraco contra um jogo bem organizado com dois pivôs e bons extremos.
Sistema Defensivo 3:3
É um sistema com três jogadores atuando à frente da área do tiro
livre, e três infiltradores (pivôs) dentro da área, colocados
equidistantes próximos à linha da área do goleiro. É um dos
sistemas mais ofensivos em termos de agressividade próximos à área
do goleiro.
É considerado o mais arriscado de todos os sistemas por zona, formado
por duas linhas de defesa, uma com três jogadores próximos a linha
dos seis metros, outra com três jogadores sobre a linha dos nove
metros. Sofre mudanças constantes na sua estrutura, variando para
4:2, 3:2:1 e 5:1. Têm por objetivo neutralizar as investidas das
equipes que se utilizem arremessos de nove metros.
VANTAGENS:
Oferece boas possibilidades de contra-ataque;
Dificulta arremessos de nove metros.
DESVANTAGENS:
Ineficiente contra equipes bem organizadas;
Facilita as infiltrações.
Dificulta a cobertura.
Sistema Defensivo 4:2
Sistema composto por duas linhas laterais. A primeira linha é
composta por dois jogadores próximos à linha de nove metros e a
segunda linha é composta por quatro jogadores próximos a linha de
seis metros. Os defensores da primeira linha utilizarão movimentos
laterais, impedindo as infiltrações dos atacantes. Os defensores da
segunda linha utilizarão movimentos laterais, para frente e parta
trás e diagonais, evitando arremessos de longa e média distância e
ainda procurarão interceptar passes ou dificultar a execução dos
mesmos..
Geralmente é utilizado contra ataque com dois pivôs e dois bons armadores.
Utiliza-se este sistema contra equipes com dois especialistas em
arremessos de meia distância e cujos jogadores de seis metros não
tem quaisquer capacidades especiais no jogo.
VANTAGENS:
Pode ser bem utilizado contra um ataque com dois pivôs;
Forte na zona central;
Tem amplitude e profundidade;
Dificulta arremessos de curta e longa distância;
Dificulta passes.
DESVANTAGENS:
Fraca contra ataque 3:3;
Facilita os ataques dos pivôs;
Cobre bem a zona central da defesa com sua amplitude e profundidade.
Sistema Defensivo 5:1 do Handebol
Formada por duas linhas de defesa, uma com cinco jogadores próximo a
linha de seis metros e a segunda com um jogador sobre a linha dos
nove metros. O jogador avançado deve ser rápido, ágil e resistente,
não tendo muita importância a sua estatura.
As suas tarefas são: não permitir arremessos de
longa distância (zona central da baliza); evitar que seja feito um
passe para o pivô; perturbar o jogo dos atacantes nos arremessos de
longa distância e interceptar passes; auxiliar especialmente os
defensores lateral esquerdo e direito na luta contra os armadores;
iniciar o contra-ataque.
Utiliza-se este sistema contra equipes com bons jogadores de seis
metros e um bom passador e especialista em remate de meia
distância. Este sistema tem muitas facetas na sua aplicação uma vez
que pode utilizar-se tanto de maneira muito ofensiva como muito
defensiva.
Defensiva: os defensores saem pouco, até os armadores e limitam-se mais aos bloqueios de longa distância.
Ofensiva: laterais esquerdo e direito saem até a
linha dos nove metros e atacam o adversário com a bola. Com este
comportamento ofensivo nasce uma defesa espástica, com profundidade
e largura, que passa de uma defesa 5 X l para uma 3 X 2 X 1 ou 3 X
3 e volta para 5 X 1.
VANTAGENS:
Não permite arremessos de média e longa distância e possui um contra-ataque rápido do jogador que está adiantado;
Tem amplitude e em relação ao ataque tem profundidade especialmente na zona central de defesa;
Eficiente contra arremessos de média e longa distância;
Perturba o ataque;
O pivô pode ser bem marcado;
Dá boa margem de cobertura.
DESVANTAGENS:
Permite arremesso de curta distância;
Permite infiltrações;
Fraca quando há dois pivôs.
Sistema Defensivo 6:0 do Handebol
É um sistema que se caracteriza por apenas uma linha de defesa com os
seis jogadores atuando próximos a linha dos seis metros, e os
mesmos deslocam-se de acordo com a trajetória da bola, para a
direita e esquerda, para frente e com retorno em diagonal para
linha dos seis metros.
As posições defensivas neste sistema são: ponta esquerda, meia esquerda, central esquerdo, ponta direita, meia direita, central direito.
Utiliza-se contra equipes em cujo coletivo se encontre um grande
número de jogadores de seis metros de elevado nível e às quais
faltem, contudo, bons especialistas em arremessos de meia
distância. A defesa é vulnerável aos arremessos de meia distância e
pressupõe um goleiro acima da média. O sistema 6X0 pode aplicar-se
também ofensivamente, o que, porém não é vulgar.
VANTAGENS:
É muito ampla, diminuindo assim os espaços junto à área de gol, dificultando o trabalho de alas e pivôs,
As tarefas dos defensores são claras, compreensíveis e modificam-se pouco durante o jogo,
Defensores extremos podem partir tranqüilos para contra-ataque,
pois a área da baliza é suficientemente coberta pelas demais,
Dá boa margem a cobertura.
Não permite arremesso de curta distância e penetrações próximo a área de gol.
DESVANTAGENS:
Frágil nos arremessos de meia distância,
Perturba-se pouco a liberdade de movimentação do adversário,
Pouco eficaz para roubar a bola.
Permite arremessos de média e longa distância e não permite contra-ataques rápidos.
Hino do Handebol Paulista
Música e letra: Mário Albanese
Beleza e vibração
No Handebol
A bola passa-passa
De mão em mão
Esporte e alegria
É o Handebol
A bola rola-rola
De mão em mão
E a galera faz a festa
Pula e grita sem parar
Mais um gol pede a torcida
Pra vitória conquistar
Coração, valor e raça
Disciplina e aplicação
Muita ginga, arte e graça
Explode a massa de emoção
É gol é gol
Do Handebol
Mais um mais um mais um
Do Handebol
Regras do Handebol
As partidas, divididas em dois tempos de 30 minutos cada, são
disputadas por duas equipes de sete atletas, que agarram,
arremessam, passam e quicam a bola com as mãos.
Tudo com uma vontade clara: marcar o maior número possível de gols para chegar à vitória.
REGRA 1 – A QUADRA
1.1 A quadra é de forma retangular: compreende uma superfície de jogo e duas áreas de gol e mede 40m de comprimento e 20m de largura.
Os grandes lados são chamados linhas laterais; os pequenos, linhas de
gol. O estado da quadra não deve ser modificado de forma nenhuma
em benefício de só uma equipe.
1.2 O gol ou baliza e colocado no meio da linha de
gol. Ele deve ser solidamente fixado ao solo. Mede no interior 2m
de altura e 3m de largura.
1.3 A área de gol é delimitada por uma linha reta de
3m, traçada 6m à frente da baliza, paralelamente à linha de gol e
continuada em cada extremidade por um quarto de círculo de 6m de
raio, tendo por centro o ângulo interno, inferior e posterior de
cada poste da baliza. A linha delimitando a superfície é chamada
área de gol
1.4 A linha de tiro livre, descontínua, se inscreve
sobre uma reta de 3m traçada 9m à frente da baliza, paralelamente à
linha da área de gol. Os traços da linha de tiro livre medem 15cm,
assim como os intervalos
1.5 A marca de 7m é constituída por uma linha e 1m
traçada á frente do meio da baliza, paralelamente à linha de gol, a
uma distância de 7m a partir do lado exterior da linha de gol.
1.6 Uma marca de 15cm de comprimento é traçada à
frente do meio de cada baliza e paralelamente a esta, a uma
distância de 4m a partir do lado exterior da linha de gol. É a
linha de limitação do goleiro, antes de a bola sair das mãos do
cobrador, quando da execução de um tiro de 7 metros.
1.8 De cada lado e a 4,50m da linha central, uma
marca de 15cm delimitando cada uma das zonas de substituição,
respectivamente, para as equipes que estiverem ocupando os
respectivos bancos de reservas.
REGRA 2 – A DURAÇÃO DO JOGO
2.1 Para equipes masculinha e femininas de mais de 18 anos, a duração do jogo é de 2 X 30 minutos com 10 minutos de intervalo.
2.2 O jogo começa pelo apito do árbitro central
autorizando o tiro de saída, e termina pelo sinal do cronometrista.
As infrações e condutas anti-desportivas cometidas antes do sinal
do cronometrista, devem ser punidas pelos árbitros, mesmo depois de
se ter sinalizado o final do jogo.
2.3 Após o intervalo, as equipes trocam de quadra.
2.4 Os árbitros decidem quando o tempo deve ser interrompido e quando ele deve ser retomado.
Eles assinalam ao cronometrista o instante da parada dos cronômetros e os da reposição em jogo.
2.5 Se um tiro livre ou um tiro de 7m é assinalado
pouco antes do intervalo ou do final do jogo, o cronometrista deve
esperar o resultado imediato do tiro antes de sinalizar o
encerramento do jogo mesmo se o jogo estiver terminado.
2.6 Se os árbitros constatam que o jogo foi
interrompido antes do tempo regulamentar pelo cronometrista, devem
reter os jogadores na quadra e se ocupar do reinício do jogo, para
completar o tempo que resta por jogar.
2.7 Se o jogo empatado deve ter a sua continuação
até que haja um vencedor, após 5 minutos de intervalo, a escolha da
quadra ou do tiro de saída deve ser novamente sorteada.
A prorrogação dura 2 X 5 minutos para todas as equipes (troca de
quadra sem intervalo). Se o jogo continuar empatado após esta
primeira prorrogação, uma segunda é jogada após 5 minutos de
intervalo e um novo sorteio, com duração de2 X 5 minutos (troca de
quadra sem intervalo). Se o jogo continuar empatado, proceder-se-á
de acordo com o regulamento particular da competição em curso.
REGRA 3 – A BOLA
3.1 A bola é constituída por um invólucro de couro
ou de matéria plástica de cor uniforme. É de forma redonda. Bolas
brilhantes ou lisas não serão permitidas.
3.2 Para os homens, a bola deve medir no início do
jogo de 58 a 60 cm de circunferência e pesar de 425 a 475g. Para as
mulheres a bola deve medir no início do jogo de 54 a 56cm de
circunferência de pesar de 325 a 400g.
REGRA 4 – OS JOGADORES
4.1 Uma equipe se compõe de 12 jogadores (10
jogadores de quadra e 2 goleiros). Em todos os casos, a equipe é
obrigada a jogar com 1 goleiro, 7 jogadores no máximo (6 jogadores
de quadra e 1 goleiro) que podem se encontrar na quadra ao mesmo
tempo, os quais devem ser inscritos na súmula da partida. Os outros
jogadores são reservas.
4.4 Durante o jogo os reservas podem entrar na
quadra a qualquer momento e repetidamente, sem avisar o
cronometrista, desde que os jogadores substituídos tenham
abandonado a quadra. Isto vale igualmente para a substituíção do
goleiro.
4.7 O uniforme dos jogadores de quadra de uma equipe
deve ser igual, sendo que a cor do uniforme do goleiro deve
diferir claramente das duas equipes.
REGRA 5 – O GOLEIRO
5.1 Um goleiro nunca pode substituir um outro
jogador, no entanto qualquer outro jogador pode substituir um
goleiro. O jogador de quadra deve vestir o uniforme do goleiro
antes de substituí-lo pela zona de substituíção.
É permitido ao goleiro: 5.2 Tocar a bola na área de gol numa tentativa de defesa, com todas as partes do corpo.
OBS: Exceto chutar a bola, mesmo em tentativa de defesa.
5.3 Deslocar-se na área de gol com a bola na mão, sem restrição.
5.4 Sair da área de gol, numa ação defensiva, e
continuar a jogar, poder, e tomar parte do jogo. Neste caso, estará
sujeito às regras dos demais jogadores de quadra.
5.5 Sair da área de gol, numa ação defensiva, e continuar a jogar, desde que não tenha a bola dominada.
5.7 Jogar intencionalmente a bola dominada atrás da linha de gol, por fora da baliza (tiro livre).
5.9 Tocar a bola na área de gol, depois de um tiro de meta, se a bola não tiver sido tocada por outro jogador (tiro livre).
5.10 Tocar a bola na área de gol, parada ou rolando
no solo, fora da área de gol, desde que ele se encontre dentro de
sua área de gol (tiro livre).
5.12 Voltar com a bola da quadra de jogo para dentro de sua própria área de gol (tiro de 7m).
REGRA 6 – A ÁREA DE GOL
6.1 Somente o goleiro tem o direito de permanecer na
área de gol. Ela é violada, desde que um jogador de quadra a
toque, inclusive em sua linha, com qualquer parte do corpo.
6.2 A violação da área de gol por um jogador de quadra é punida da seguinte forma:
A) Tiro livre, se um jogador de quadra a invade com a bola.
B) Tiro livre, se um jogador de quadra a invade sem a bola e disso leva vantagem.
C) Tiro de 7m, se um jogador da equipde que defende e
invade intencionalmente, e desta maneira coloca em desvantagem o
jogador atacante que tem a posse da bola.
6.7 O lançamento intencional da bola para sua própria área de gol é punido da seguinte forma:
A) Gol, se a bola penetra no gol.
B) Tiro de 7m, se o goleiro toca a bola evitando que esta entre no gol.
C) Tiro livre, se a bola permanecer na área de gol ou ultrapassar a linha de gol por fora da baliza.
REGRA 7 – O MANEJO DA BOLA
É permitido:
7.1 Lançar, bater, empurrar, socar, parar e pegar a bola com a ajuda das mãos, braços, cabeça, tronco e joelhos.
7.2 Segurar a bola no máximo durante 3 segundos, mesmo que ela esteja no solo.
7.3 Fazer no máximo 3 passos com a bola na mão.
Um passo é feito:
A) Quando o jogador, tendo os dois pés no solo,
levanta um dos pés e torna a pousá-lo (não importa a direção ou
distãncia) ou o desloca (deslizar).
B) Quando um jogador, tendo um pé no chão, apanha a bola e em seguida toca o solo com o segundo pé.
C) Quando o jogador em suspensão toca o solo com um pé e salta no mesmo pé ou toca o chão com o segundo pé.
D) Quando o jogador em suspensão toca o solo com os
dois pés ao mesmo tempo, levanta em seguida um dos pés e torna a
pousá-lo ou deslocá-lo. Nota: Quando um pé é deslocado no chão, o segundo pé pode ser trazido junto ao primeiro.
REGRA 8 – CONDUTA PARA COM O ADVERSÁRIO
É permitido:
8.1 Utilizar os braços e as mãos para apoderar-se da bola.
8.2 Tirar a bola do adversário com a mão aberta, não importa de que lado.
8.3 Barrar com o tronco o caminho do adversário, mesmo que ele não esteja com a posse da bola.
É proibido:
8.4 Barrar o caminho do adversário ou contê-lo com os braços, as mãos ou as pernas.
8.6 Arrancar a bola do adversário com uma ou duas mãos, assim como bater na bola que ele tenha em suas mãos.
8.7 Utilizar o punho para tirar a bola do adversário.
8.8 Lançar a bola de modo perigoso para o adversário ou dirigir a bola contra ele numa finta perigosa.
REGRA 9 – O GOL
9.1 Um gol será marcado, quando a bola ultrapassar
totalmente a linha de gol por dentro da baliza e desde que nenhuma
falta tenha sido cometida pelo executor e seus companheiros. Quando
um defensor comete uma infração anti-regularmente que não impeça
que a bola entre na baliza, o gol é considerado marcado, desde que
os árbitros tenham a certeza de que a bola ultrapassaria a linha de
gol, por entre as balizas.
O gol não será válido se os árbitros ou o cronometrista assinalaram a
paralisação do jogo, antes que a bola tenha ultrapassado a linha
de gol, por dentro da baliza.
REGRA 10 – O TIRO DE SAÍDA
10.1 No início do jogo, o tiro de saída é executado
pela equipe que ganhou o sorteio e que escolheu a saída, ou pela
outra equipe, se a que ganhou o sorteio escolheu a quadra.
Após o intervalo, o tiro de saída pertence à equipe que não o fez no
início do jogo. Em caso de prorrogação, a escolha da quadra ou da
saída é novamente sorteada.
10.4 No momento do tiro de saída, todos os jogadores devem se encontrar na sua própria meia-quadra: os jogadores adversários devem se encontrar pelo menos a 3m do jogador executante do tiro de saída.
REGRA 11 – TIRO DE LATERAL
11.1 O tiro de lateral é ordenado quando a bola
ultrapassar completamente uma linha lateral, ou quando a bola tocar
por último um jogador da equipe defensora antes que ela deixe a
quadra, ultrapassando a linha de gol por fora da baliza. Um tiro de
meta deve ser executado no caso em que o caso, na área de gol,
tenha tocado por último a bola antes que ela ultrapasse a linha de
gol por fora da baliza.
11.4 O jogador que executa o tiro de lateral deve
manter um pé sobre a linha lateral, até que a bola tenha deixado a
sua mão. Não é permitido colocar a bola no solo e tornar a pegá-la ,
ou quicar a bola.
REGRA 12 – O TIRO DE META
12.1 Um tiro de meta é ordenado quando a bola ultrapassar a linha de gol, por fora da baliza (ver todavia 5.7, 7,10, 11.1)
12.2 O tiro de meta deve ser executado sem o apito
do árbitro, da área de gol por sobre a linha da área de gol (ver
todavia 16.3b).
REGRA 13 – O TIRO LIVRE
13.1 Um tiro livre é ordenado nos seguintes casos:
A) Substituição anti-regulamentar.
B) Faltas do goleiro.
C) Faltas dos jogadores de quadra na área de gol
D) Manejo anti-regulamentar da bola.
E) Lançamento intencional da bola por fora da linha lateral ou linha de gol por fora da baliza.
F) Jogo passivo
G) Conduta anti-regulamentar para com o adversário.
H) Tiro de saída anti-regulamentar.
I) Conduta anti-regulamentar num tiro de lateral.
J) Conduta anti-regulamentar num tiro de meta.
K) Conduta anti-regulamentar num tiro livre
L) Paralisação do jogo, sem que tenha havido nenhuma infração às regras.
M) Conduta anti-regulamentar por ocasião de um tiro de 7 metros.
N) Conduta anti-regulamentar num tiro de árbitro.
O) Execução incorreta dos tiros.
P) Conduta antidesportiva grosseira ou repetida. 13.3
Desde que, de posse da bola, o jogador que executa o tiro livre
esteja pronto a executá-lo do local exato, não lhe é mais
permitido colocar a bola no solo e tornar a pegá-la, ou quicar a
bola.
13.4 Durante a execução de um tiro livre, os jogadores da equipe atacante não devem tocar ou ultrapassar a linha de tiro livre.
13.5 Durante a execução de um tiro livre, os
jogadores adversários devem estar a pelo menos 3m do executor.
Durante a sua execução na linha de tiro livre, os jogadores da
equipe defensora podem se colocar na linha da área de gol.
13.7 Se o jogo foi paralisado sem que tenha havido
ações anti-regulamentares e a bola estava em poder de uma
determinada equipe, o jogo é reiniciado por um tiro livre ou
correspondente, executado após o apito do árbitro, do local onde se
encontrava a bola no momento de paralisação e pela equipe que
estava com a posse da bola.
REGRA 14 – O TIRO DE 7 METROS
14.1 Um tiro de 7 metros é ordenado nos seguintes casos:
A) Quando a infração, em qualquer parte da quadra de
jogo, frustra uma clara ocasião de gol, inclusive se a comete um
oficial.
B) O goleiro joga, para a sua área de gol, a bola que
se encontra no solo fora da área de gol, ou retorna, com a bola
controlada, da quadra para a área de gol.
C) Violaçào da própria área de gol, numa tentativa de
defesa, colocando em desvantagem o jogador atacante que está com a
posse da bola.
D) Lançar a bola intencionalmente para o próprio goleiro na sua área de gol.
14.2 O tiro de 7m é um lançamento direto ao gol e deve ser executado dentro dos 3 segundos após o apito do árbitro.
REGRA 15 – O TIRO DE ÁRBITRO
15.1 Um tiro de árbitro é ordenado nos seguintes casos:
A) Quando os jogadores das duas equipes cometem ações anti-regulamentares ao mesmo tempo, na quadra.
B) Quando a bola toca o teto ou objeto fixado sobre a quadra (11.2, 12.3, 13.2, 18.7c)
C) Quando o jogo é interrompido sem que tenha havido qualquer infração, e a bola não esteja em poder de nenhuma equipe.
15.2 Sem apitar o árbitro central lança a bola
verticalmente para cima no local onde ela se encontrava no momento
da interrupção do jogo.
Se este local está situado entre as linhas de área de gol e de tiro
livre, o tiro de árbitro é executado do local mais próximo fora da
linha de tiro livre.
15.3 Na execução de um tiro de árbitro, todos os
jogadores, salvo um de cada equipe, devem estar pelo menos 3m do
árbitro (13.1o). Os dois jogadores devem estar um de cada lado do
árbitro, cada um do lado de seu próprio gol. A bola somente poderá
ser jogada quando atingir o seu ponto mais alto.
Obs: Os jogadores poderão tocar, ou dominar a bola para si mesmo.
REGRA 16 – A EXECUÇÃO DOS TIROS
16.1 Antes da execução de qualquer tiro, a bola deve
estar na mão do executor, e todos os jogadores devem tomar
posição, de acordo com as regras do tiroem questão. * Ver todavia
16.7.
16.4 Os tiros são considerados executados, assim que a bola tenha deixado a mão do executor. * Ver todavia 12.2 e 15.3.
Durante a execução de todos os tiros, a bola deve ser lançada e não
deve ser entregue, nem tocada por um companheiro de equipe.
16.7 Durante a execução de um tiro de lateral, ou de
tiro livre, os árbitros não devem corrigir uma posição irregular
dos adversários, se, com uma execução imediata, esta incorreção não
causa nenhum prejuízo à equipe atacante. Quando esta incorreção
causar prejuízo, a posição irregular deve ser corrigida.
Se os árbitros apitam ordenando a execução de um tiro, apesar da
posição irregular de um adversário , este tem o direito de intervir
normalmente no jogo e não pode ser punido por sua ação.
REGRA 17 – AS SANÇÕES
17.1 Uma advertência pode ser dada:
A) No caso de conduta anti-regulamentar para com o adversário (5.6, 8.4-11).
Uma advertência será dada:
B) Faltas pertinentes à conduta anti-regulamentar para com o adversário são punidas progressivamente (8.13).
C) Faltas quando o adversário está executando um tiro (16.7)
D) Conduta antidesportiva de parte do jogador ou oficial (17.11, 17.12a,c)
17.3 Uma exclusão deve ser dada nos seguintes casos:
A) Substituição irregular ou entrada na quadra de jogo anti-regulamentar.
B) Por repetidas infrações no comportamento para com o adversário, sancionado progressivamente.
C) Conduta antidesportiva repetida por parte de um jogador na quadra de jogo.
D) O jogador que não liberar imediatamente a bola quando os árbitros tomam uma decisão contra sua equipe.
E) Irregularidades repetidas quando da execução dos tiros pela equipe adversária.
Em casos excepcionais, uma exclusão pode ser dada sem advertência prévia.
17.5 Uma desqualificação será dada nos seguintes casos:
A) Entrada, na quadra de jogo, de um jogador não inscrito na súmula de jogo.
B) Irregularidades graves na conduta para com o adversário.
C) Conduta antidesportiva repetida por um oficial ou um jogador fora de quadra (17.11 e 17.12d)
D) Conduta antidesportiva grave, igualmente por parte de um oficial (17.11, 17.12b,d)
E) Depois de uma terceira exclusão de um mesmo jogador
F) Agressão fora da quadra de jogo por um jogador ou um oficial.
A desqualificação de um jogador na quadra sempre vai acompanhada
de uma exclusão, ou seja, a equipe fica com menos 1 jogador por 2
minutosm podendo a equipe ser completada após esse perídodo.
17.7 Uma expulsão será dada, em caso de agressão
dentro da quadra (8.15, 8.17p e 17.11) Uma expulsão considera-se
uma intervenção física irregular, particularmente forte (8.15),
cometida contra o corpo de um jogador, árbitro,
secretário/cronometrista, oficial ou espectador.
17.11 Em caso de conduta anti-desportiva, os
árbitros devem dar umaadvertência ao jogador (17.1d),
encontrando-se ele dentro ou fora da quadra.
Em caso de reincidência, o jogador é excluído (17.3e) se ele se
encontra na quadra. Ele é desqualificado (17.5) se encontrar-se
fora dela.
O comportamento anti-desportivo de um oficial deve ser punido com
advertência (17.1d) e, em caso de reincidência, com uma
desqualificação. Igualmente, no segundo caso, não poderá permanecer
na zona de substituições.
Por ocasião de uma conduta irregular (atitude anti-desportiva ou
agressão), ocorrida durante uma interrupção de jogo ou “time-out”
(paralisação do tempo de jogo), o jogo será retomado pelo tiro
ordenado quando da interrupção
17.12 A conduta antidesportiva ou agressào dentro da quadra de jogo deve punir-se como se segue:
Antes do jogo:
A) No caso de conduta antidesportiva, por uma advertência (17.1d)
B) Conduta antidesportiva ou agressão, por desqualificação (17,5d,f).
Durante o intervalo:
C) No caso de conduta antidesportiva, com uma advertência (17,1d)
D) No caso de conduta antidesportiva grave ou repetida, ou agressão, por desqualificação (17,5c,d,f).
Após o jogo:
E) Relatório escrito.
REGRA 18 – OS ÁRBITROS
18.1 Cada jogo é dirigido por dois árbitros, tendo ambos os mesmos
direitos. São assistidos por um secretário e um cronometrista
18.7 Em princípio, compete ao árbitro central apitar:
A) A execução do tiro de saída.
B) A execução do tiro de 7 metros.
C) A execução de todos os tiros e após a paralisação do tempo de jogo (18.11)
O árbitro de gol usará o seu apito:
D) Quando um gol tiver sido marcado (9.1).
18.11 Ambos os árbitros são encarregados e
responsáveis pelo controle do tempo de jogo. Em caso de dúvida
sobre a exatidão da cronometragem, a decisão caberá ao árbitro
designado em primeiro lugar na convocação oficial.
REGRA 19 – O SECRETÁRIO E O CRONOMETRISTA
19.1 O secretário controla a relação dos jogadores
(somente os jogadores inscritos estão qualificados) e, com o
cronometrista, a entrada dos jogadores que completam sua equipe ou
os jogadores excluídos.
Ele preenche a súmula, indicando os dados necessários (gols, advertências, exclusões, desqualificações e expulsões).
O cronometrista controla:
A) O tempo de jogo; os árbitros decidem quando o cronômetro deve ser parado e quando novamente será acionado.
B) O número de jogadores e oficiais no banco de reservas.
C) Com o secretário, a entrada dos jogadores que completam as equipes.
D) A entrada e saída dos substitutos
E) A entrada dos jogadores não admitidos
F) O tempo de exclusão dos jogadores.
O cronometrista indica o final do 1º tempo e o final do jogo, com
um sinal claramente audível (ver, todavia, 2.2 e 2.5).
Fonte: br.geocities.com/www.brasilhandebol.com.br/www.terravista.pt
Fonte: https://www.portalsaofrancisco.com.br/esportes/handebol