quarta-feira, 18 de março de 2026

TEXTO DE ARTE DAS 3ª SÉRIES

 


TEXTO 01: A ARTE DE ESCOLHER

Há muito tempo esse tema fascina grandes pensadores. Essa arte está sob controle da vontade e se explica na Bíblia por livre arbítrio.

            A arte de escolher pode ser inspirada, controlada, por impulso e por ignorância sobre o objeto da escolha, más será sempre um fazer artístico. Está em tudo que fazemos no nosso dia a dia.

            Quando escolhemos buscamos o melhor equilíbrio, a maior valorização, o resultado mais satisfatório.

            A arte de escolher é um fazer humano não apenas artístico, mas também político, filosófico e religioso e tem sempre um modelo padrão.

            A escolha traz sempre uma consequência que tanto pode se apresentar como um bom resultado ou um mau resultado. Apesar do problema não estar no segundo caso, este também pode se apresentar como uma grande solução, porque sempre depois do maior caos, vem o maior equilíbrio. É só uma questão de conseguir enxergar.


TEXTO 02: Que arte é essa?

            Restauro, de Jorgge Menna Barreto Em 2016, o artista paulista Jorgge Menna Barreto (1970) criou a ação artística Restauro, um restaurante-obra-de-arte que relaciona alimentação ao espaço de exposição, às urgências climáticas e à vida na Terra.

            As refeições eram feitas com produtos naturais e orgânicos, para questionar o modo como cultivamos nossos alimentos. A agropecuária intensiva é uma atividade econômica que pode impactar negativamente o meio ambiente, comprometendo a biodiversidade quando pratica o desmatamento da vegetação nativa, altera a composição do solo e polui as águas com defensivos agrícolas e fertilizantes.

            A ação artística propunha um cardápio que revelava a diversidade de alimentos que poderiam existir por meio do cultivo em um sistema agroflorestal. Além disso, visava despertar a reflexão sobre os usos da terra e as consequências globais das escolhas feitas em nível local.

            Com sua ação, o artista propôs uma experiência de como se alimentar. Para isso, além dos sentidos do paladar

e visual, foram acrescidos áudios captados em agroflorestas ao som ambiente.

Agropecuária intensiva: atividade de produção agrícola e criação de animais baseada no modelo de alto rendimento em pouco tempo.

Defensivos agrícolas: produtos utilizados em plantações para o controle de pragas e doenças das lavouras agrícolas.

Saiba mais

            Os sistemas agroflorestais são áreas em que se organiza uma mistura de culturas agrícolas com espécies arbóreas. Esses sistemas, fruto dos saberes dos povos do campo, ajudam a superar as limitações dos terrenos, minimizando os riscos de degradação provocados pelas atividades agrícolas e otimizando a produtividade. As árvores ajudam no processo de reposição de matéria orgânica e de restauração das relações entre as plantas e os animais locais, auxiliando a fertilizar o solo das plantas comestíveis, o que favorece a soberania alimentar.


TEXTO 03: Dessacralização da arte 

            Na tradição ocidental, desde a Antiguidade, a divulgação da arte tida como verdadeira ocorria em locais como templos, palácios e igrejas e acontecia em momentos especiais, de modo a valorizar o poder dos nobres e das instituições religiosas. Já as manifestações artísticas realizadas pelas camadas populares, como os festejos públicos, eram misturadas a práticas cotidianas e a momentos de trabalho, como as colheitas, mas não eram reconhecidas como atividades de prestígio por parte da população que detinha o poder.

            A partir do século XVII até meados do século XX, as manifestações artísticas passaram a se concentrar em locais específicos para a sua divulgação. Nesse período, foram inaugurados museus e teatros reconhecidos internacionalmente, como o Museu do Louvre, em Paris, e o Teatro Globe, em Londres.

            Esse palácio foi transformado em museu de arte pelo rei Luís XIV, em 1692. A primeira exposição de arte visual aberta ao público aconteceu em 1699.

 Dessacralizada : ação de fazer perder o caráter sagrado ou místico; desmistificar.

            Desde meados do século XX, vem ocorrendo um processo de democratização do acesso à arte, decorrente de fatores como a participação do Estado e da sociedade civil no custeio das obras. Outro fator determinante é o desenvolvimento das tecnologias de informação, comunicação e reprodução, aspectos que alteraram o modo como a arte circula, tornando a arte uma prática dessacralizada.

            Artistas e grupos de diferentes origens culturais começaram a questionar e a criticar o sistema de circulação da arte e a rever o distanciamento construído entre arte erudita e arte popular e passaram a intervir poeticamente no espaço público, rompendo com a concepção de um espaço delimitado para a arte. Além disso, o público deixou de ser espectador e passou a contribuir para a produção artística, por meio do financiamento coletivo de obras.

            Quando constatamos todas essas mudanças que ocorreram no campo artístico, diversas questões podem ser levantadas, mas, principalmente: Como é possível, hoje, ter acesso aos meios de produção de arte? Afinal, onde encontrar a arte?


TEXTO 04: Os Guarani 

            Os Guarani estão espalhados em vários países da América Latina: além do Brasil, estão presentes na Argentina, na Bolívia, no Paraguai e no Uruguai. Atualmente, vivem no Brasil em sete estados diferentes,

divididos em três grupos: Kaiowa, Nandeva e M'byá. Os Guarani são a etnia mais numerosa do país.

            Ainda que pertençam a uma mesma etnia, os Guarani apresentam algumas diferenças de um grupo para outro, principalmente no que diz respeito aos costumes, à língua e à prática ritual. Porém, um traço que pode ser apontado como característico desse povo é o fato de serem nômades. Os Guarani vivem em busca da "Terra sem Males", uma terra anunciada por seus ancestrais onde poderão viver livres e sem sofrimento ou dor, aspecto da cultura guarani que é abordado também na produção musical.

            A cultura e os valores do povo Guarani (como a relação com o mundo natural e entre os membros da comunidade, a organização social, a religiosidade, etc.) são transmitidos de geração em geração por meio da tradição oral. As contações de histórias, os rituais e o canto são algumas das práticas orais que mantêm viva a cultura guarani e, por isso, são também formas de resistência desse povo.

            Para os Guarani, o cuidado com a palavra e a valorização do discurso, tanto na fala como no canto, são resultados da crença de que a língua falada por eles lhes foi entregue por seu deus. Por isso, para o Guarani, a palavra é uma expressão sagrada, e o canto é uma forma de manifestar sua religiosidade.

            Em nosso cotidiano, é possível notar a influência da tradição indígena em vários campos de atuação social, como:

*No artesanato feito com materiais naturais, como folhas, sementes, argila, etc.;

*Em brincadeiras e jogos, como a peteca e o jogo da onça; 

*Na culinária, em pratos feitos à base de amendoim, batata-doce, erva-mate, mandioca, milho, etc.;

*Na música, no uso de instrumentos como caxixi, maracá, reco-reco, pau de chuva, etc.;

*Na língua portuguesa falada no Brasil, que tem até hoje palavras derivadas da família linguística tupi-guarani.


TEXTO 05: Toré dos Pankararu 

O Toré é uma dança circular típica dos indígenas que vivem no Nordeste do Brasil, como os Pankararu.

            O ritual do Toré entre os Pankararu está relacionado ao culto dos Encantados, figuras centrais da cosmologia desse povo. Quando um membro da comunidade sonha com um Encantado, ele encomenda uma roupa e uma máscara feitas de palha de ouricuri. Antes do Toré, essas pessoas escolhem quem serão os "dançadores", aqueles que utilizarão a roupa durante o ritual. A dança do Toré é guiada por uma música com um ritmo marcante, conhecida como Toante. Essa música é entoada por um único "cantador" ou "cantadora" e recebe respostas periódicas nos gritos sincronizados e ritmados do grupo de dançarinos.

 O povo Pankararu 

            Os Pankararu habitam áreas do sertão de Pernambuco, próximas das margens do rio São Francisco, entre os munícipios de Petrolândia, Itaparica e Tacaratu. Além das populações que vivem nas terras indígenas, existe também um grupo de Pankararu que se mudou para São Paulo (SP) a partir da década de 1940, inicialmente de forma intermitente, para trabalhar na construção civil. No entanto, a partir da segunda geração de trabalhadores pankararu na cidade, formou-se um núcleo permanente na favela do Real Parque, no bairro do Morumbi. Esse grupo hoje tem cerca de 1000 pessoas que seguem com a tradição do ritual do Toré.

TEXTOS DE ARTE DAS 1ª SÉRIES



TEXTO 01: A ARTE DE ESCOLHER

Há muito tempo esse tema fascina grandes pensadores. Essa arte está sob controle da vontade e se explica na Bíblia por livre arbítrio.

            A arte de escolher pode ser inspirada, controlada, por impulso e por ignorância sobre o objeto da escolha, más será sempre um fazer artístico. Está em tudo que fazemos no nosso dia a dia.

            Quando escolhemos buscamos o melhor equilíbrio, a maior valorização, o resultado mais satisfatório.

            A arte de escolher é um fazer humano não apenas artístico, mas também político, filosófico e religioso e tem sempre um modelo padrão.

            A escolha traz sempre uma consequência que tanto pode se apresentar como um bom resultado ou um mau resultado. Apesar do problema não estar no segundo caso, este também pode se apresentar como uma grande solução, porque sempre depois do maior caos, vem o maior equilíbrio. É só uma questão de conseguir enxergar.


TEXTO 02: A arte do nosso tempo

            A obra Topografia da memória pode nos ajudar a pensar sobre o que é arte hoje. O modo como nos (re)conhecemos é fruto de nossas memórias. O significado que damos à arte é fruto da memória individual e coletiva, mas também do conhecimento que construímos ao longo de nossas vivências e processos educativos. 

A história do Brasil é marcada por um longo processo de colonização europeia e, por isso, ainda mantém muitas ideias sobre arte que advêm da tradição ocidental. Desde a Idade Média, essa tradição manteve-se nas universidades europeias, espaços em que se reservavam os valores de tradição ocidental sobre o que é ou não o verdadeiro. Nessa perspectiva, a obra de arte era considerada um instrumento para a representação do poder da Igreja e das elites, e o artista era compreendido como um técnico requintado que só poderia trabalhar segundo os rígidos cânones artísticos da época.

Entretanto, hoje já se reconhece, inclusive nas universidades, que não são apenas os saberes da tradição ocidental que podem ser considerados válidos. Podemos afirmar que a descentralização cultural é um processo cada dia mais forte e irreversível. Durante o período colonial, os saberes europeus foram disseminados à força com o apoio da Igreja católica. Ao mesmo tempo, os saberes tradicionais dos povos originários dos continentes colonizados também foram disseminados por meio de muita luta e resistência, apesar do intenso processo de silenciamento imposto a esses grupos. Da diáspora dos povos africanos provocada pela escravidão também surgiram movimentos de resistência cultural nos diversos países para onde foram levados, entre eles, o Brasil.

Isso significa que, durante o processo de colonização, também ocorreram movimentos de resistência que geraram mudanças significativas, definindo o que conhecemos como conhecimento historicamente constituído. Assim, no final do século XX, os estudos sobre a arte passaram a questionar o eurocentrismo e o lugar de destaque atribuído tradicionalmente à produção artística ocidental, europeia, branca e majoritariamente feita por homens. Os Estudos Culturais puseram essa ideia em xeque e, em conjunto com as fortes reivindicações de povos originários e de afrodescendentes, promoveram a valorização da arte dessas culturas que formam, em conjunto com a herança europeia, a matriz cultural brasileira e a nossa identidade.

Reconhecer essas mudanças e as intensas ações de resistência dos povos excluídos nos leva a criar novas memórias que, certamente, mudarão o futuro.

Cânones: regras, preceitos ou normas.

Descentralização Cultural: processo de distribuição e democratização do acesso, produção e expressão culturais.

Estudos Culturais: estudos acadêmicos que versam sobre diversidade, multiplicidade e complexidade dentro de cada cultura, questionando relações de poder e dominação.


TEXTO 03: Arte e Decolonialidade 

        Atualmente, é cada vez mais comum que os mecanismos de legitimação da arte  (como museus, galerias, centros culturais e de pesquisa, editoras e a crítica de arte) estimulem artistas indígenas, afrodescendentes ou pertencentes a outros povos e comunidades

tradicionais do país a participar do circuito artístico nacional e internacional. A esse movimento de revisão de conceitos e valores estéticos chamamos de decolonialidade ou pensamento decolonial.

        Fruto de um movimento intelectual latino-americano, essa linha de pensamento tem o objetivo de realizar uma crítica à suposta universalidade atribuída ao pensamento ocidental e europeu, bem como ao predomínio dessa cultura nos saberes considerados verdadeiros. Desse modo, o conhecimento é ampliado e diversificado ao valorizar os saberes dos povos e grupos historicamente excluídos.

        O que você sente ao observar a obra Floresta de infinitos de Ayrson Heráclito (1968-) e Tiganá Santana (1982-), artistas brasileiros e afrodescendentes? Nessa instalação, exposta na 35ª Bienal de São Paulo (2023), os visitantes foram convidados a entrar em uma floresta de bambus ao som de pássaros, água e canções afro-brasileiras. Dentro dessa floresta, foram projetadas imagens de orixás, ancestrais originários, caboclos e personagens da história recente do Brasil, como o ativista ambiental Chico Mendes (1944-1988), a líder religiosa mãe Stella de Oxóssi (1925-2018), o indigenista Bruno Pereira (1980-2022) e o jornalista Dom Phillips (1964-2022).


TEXTO 04: Os Guarani 

            Os Guarani estão espalhados em vários países da América Latina: além do Brasil, estão presentes na Argentina, na Bolívia, no Paraguai e no Uruguai. Atualmente, vivem no Brasil em sete estados diferentes,

Divididos em três grupos: Kaiowa, Nandeva e M'byá. Os Guarani são a etnia mais numerosa do país.

            Ainda que pertençam a uma mesma etnia, os Guarani apresentam algumas diferenças de um grupo para outro, principalmente no que diz respeito aos costumes, à língua e à prática ritual. Porém, um traço que pode ser apontado como característico desse povo é o fato de serem nômades. Os Guarani vivem em busca da "Terra sem Males", uma terra anunciada por seus ancestrais onde poderão viver livres e sem sofrimento ou dor, aspecto da cultura guarani que é abordado também na produção musical.

            A cultura e os valores do povo Guarani (como a relação com o mundo natural e entre os membros da comunidade, a organização social, a religiosidade, etc.) são transmitidos de geração em geração por meio da tradição oral. As contações de histórias, os rituais e o canto são algumas das práticas orais que mantêm viva a cultura guarani e, por isso, são também formas de resistência desse povo.

            Para os Guarani, o cuidado com a palavra e a valorização do discurso, tanto na fala como no canto, são resultados da crença de que a língua falada por eles lhes foi entregue por seu deus. Por isso, para o Guarani, a palavra é uma expressão sagrada, e o canto é uma forma de manifestar sua religiosidade.

Em nosso cotidiano, é possível notar a influência da tradição indígena em vários campos de atuação social, como:

*No artesanato feito com materiais naturais, como folhas, sementes, argila, etc.;

*Em brincadeiras e jogos, como a peteca e o jogo da onça; 

*Na culinária, em pratos feitos à base de amendoim, batata-doce, erva-mate, mandioca, milho, etc.;

*Na música, no uso de instrumentos como caxixi, maracá, reco-reco, pau de chuva, etc.;

*Na língua portuguesa falada no Brasil, que tem até hoje palavras derivadas da família linguística tupi-guarani. 


TEXTO 05: Classificação das vozes para o canto 

            As vozes podem ser organizadas e classificadas em grupos ou naipes. Elas são classificadas por gênero - vozes masculinas e vozes femininas - e de acordo com a extensão vocal ou tessitura, ou seja, o alcance de notas graves e agudas. As vozes infantis, até atingir a maturidade e passar pelas mudanças características da puberdade, têm uma classificação à parte.

             Vozes masculinas , geralmente mais graves, são classificadas em:

*Tenor (corresponde à tessitura masculina mais aguda);

*Barítono (voz correspondente à região média masculina, alcança notas do tenor e do baixo, mas sem atingir os extremos graves ou agudos);

*Baixo (atinge as notas mais graves).

 As vozes femininas , as mais agudas nos adultos, são divididas em:

*Soprano (voz mais aguda); meio-soprano (voz intermediária entre o soprano e o contralto);

*Contralto (mais grave).

            As vozes infantis, também conhecidas como "vozes brancas", são naturalmente mais agudas que as demais. De maneira similar às vozes adultas, elas estão classificadas em: soprano (mais aguda), contralto (intermediária aguda), tenor (intermediária grave) e barítono (mais grave).

            Nos corais infantis, a divisão e a organização das vozes podem variar em razão das mudanças pelas quais passam as vozes das crianças ao crescer. Por isso, não é raro que um coral infantil não seja dividido em quatro vozes.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

1° Bimestre - 1° Séries

 


1º BIMESTRE: 1ª SÉRIE

 

 O assunto 01: Conceito de atividade física e aptidão física

 

Com uma frequência cada vez maior damos conta que surgiram novas expressões no vocabulário dos professores. Não são tão novas assim, estão na mídia, na fala de alguns médicos, agentes de saúde e até mesmo na escola: atividade física, saúde, qualidade de vida. Mas afinal, o que significam e qual a relação que existe entre elas?

 

ATIVIDADE FÍSICA: É toda a movimentação produzida pela musculatura esquelética com gasto expandido de energia, como nas atividades domésticas, laborais e de lazer, exercícios e esportes.

 

EXERCÍCIO FÍSICO: É uma atividade física previamente planejada, orientada e proposta para a manutenção ou melhora dos componentes da aptidão física relacionada a saúde (resistência aeróbia, resistência anaeróbia e força muscular, flexibilidade e composição corporal), realizada repetidamente. Portanto, o exercício físico é uma subcategoria da atividade física.

 

APTIDÃO FÍSICA: A aptidão física é um conceito que pode ser definido, dentro das áreas da atividade física e da saúde, com sendo a capacidade de se realizar trabalhos musculares de forma satisfatória.

Geralmente, a aptidão física relacionada a saúde compreende a resistência cardiorrespiratória, a força, a resistência muscular e a flexibilidade, capacidades físicas já abordadas neste blog.

A aptidão física é determinada e sofre interferência de uma série de fatores, dentre os quais se incluem o nível habitual de atividade física, a dieta, o estilo de vida o ambiente em que vivemos e a hereditariedade.

Tanto a prática regular de atividades físicas quanto o sedentarismo (inatividade física) podem provocar adaptações (positivas ou negativas) no organismo das pessoas.

 

SAÚDE: A saúde é uma condição humana que apresenta três dimensões: a física, a social e a psicológica. Há algum tempo, ter saúde significava não estar doente. Atualmente, a saúde positiva esta associada a capacidade de aproveitar, desfrutar a vida e enfrentar desafios. Não é mais somente a ausência de moléstias.

 

    A importância da atividade física para uma vida saudável

 

Ø  O exercício físico é um poderoso remédio, melhora a qualidade de vida, diminui o risco de doenças do aparelho cardiorrespiratório e, consequentemente, minimiza a pressão arterial.

Ø  Exercitar o corpo também favorece aspectos emocionais, trazendo bem-estar, melhora da autoestima e aumento de energia para outras atividades.

Ø  Na questão estética, o fator principal é que, com a queima das calorias, o praticante pode perder peso (se combinado a uma alimentação saudável) e modelar sua musculatura, já que a massa corporal magra toma forma.

Ø  Do ponto de vista da mobilidade, a prática constante da atividade física melhora a flexibilidade, a postura e a resistência muscular, algo importante para as demais tarefas do cotidiano.

Ø  As atividades diárias também são consideradas atividades físicas, como limpar a casa, lavar o carro, praticar jardinagem ou levar o cachorro para passear. No entanto, o ideal é combinar exercícios aeróbios e anaeróbios.

 

Os exercícios aeróbicos são aqueles de maior duração e menor intensidade desenvolvendo a resistência, capacidade respiratória e o condicionamento físico, como por exemplo, caminhar, correr, pedalar, nadar, dançar.

 

Já os anaeróbicos constituem movimentos de curta duração e de alta intensidade e, com isso, desenvolvem a força e a potência, como a musculação, ioga e pilates. Todas as formas de recreação ou esporte, que mantenham o corpo em forma e mais forte são consideradas atividades físicas, cuja a prática constante e bem orientada, só geram benefícios.

 De forma inversa, a inatividade física aumenta:

    O risco de diversas doenças;

    Predispõe o organismo ao acúmulo de gordura e à obesidade;

    Sensibilidade para os resfriados;

    Depressão, ansiedade e acúmulo do estresse;

    Osteoporose e dores nas articulações.

 

Fontes: www.fitnessfriends.com.br; www.portaleducaçao.com.br; www.emedix.com.br

 

O assunto 02: Conceito de Imagem corporal e distúrbio de imagem.

 

A imagem corporal é a percepção que uma pessoa tem do seu próprio corpo e os pensamentos e sentimentos que resultam desta percepção. Esses sentimentos podem ser positivos, negativos ou ambos e são influenciados por fatores individuais e ambientais.

 

Também podemos pensar a imagem corporal como sendo a maneira como você se vê quando se olha no espelho ou quando você se imagine em sua mente.  Ela é a representação mental do nosso corpo, é a forma como vemos e pensamos o nosso corpo, também é a forma como acreditamos que os outros nos veem.

 

O que é imagem corporal

 

A sua imagem corporal é formada por uma combinação de fatores:

O que você acredita ser sua própria aparência (incluindo suas memórias, suposições e generalizações).

Como você se sente em relação ao seu corpo, incluindo a sua altura, forma e peso.

Como você sente e controla o seu corpo enquanto você se move

 

E também por quatro aspectos:

 

    Como você vê o seu corpo é a sua imagem corporal perceptual. Isso nem sempre é uma representação correta de como você é na realidade. Por exemplo, uma pessoa pode perceber-se com sobrepeso quando elas são realmente abaixo do peso.

 

    A maneira como você se sente sobre o seu corpo é a sua imagem corporal afetiva. Isto está relacionado com a quantidade de satisfação ou insatisfação que você sente sobre a sua forma, peso e partes individuais do corpo.

 

    A maneira como você pensa sobre o seu corpo é a sua imagem corporal cognitiva. Isto pode levar a preocupação com a forma do corpo e peso. Por exemplo, algumas pessoas acreditam que elas vão se sentir melhor sobre si mesmo se elas forem mais magras ou musculosas.

 

    Comportamentos em que você se envolve como resultado da sua imagem corporal abrange a sua imagem corporal comportamental. Quando uma pessoa está insatisfeita com a forma como os outros a olham, ela pode se isolar porque se sente mal com sua aparência ou mesmo utilizar comportamentos destrutivos (por exemplo, exercício excessivo, dietas extremamente restritivas) como um meio para mudar a aparência.

 

Qual é a Relação entre um Distúrbio Alimentar e Imagem Corporal?

 

A preocupação com a imagem corporal e transtornos alimentares andam de “mãos dadas”. Muitas vezes é a insatisfação com a aparência que leva alguém a concluir que a perda de peso iria melhorar a sua imagem, e fazê-la sentir-se melhor em relação a si mesma e seu corpo. Assim, fazer dietas restritivas e praticar  exercícios – muitas vezes de forma exagerada – são estratégias utilizadas. Estas estratégias aliadas a obsessão pela imagem servem como gatilho para o desenvolvimento de distúrbios alimentares como a anorexia, bulimia, e compulsão alimentar.

 O que é Imagem Corporal Negativa?

 

É a percepção distorcida de sua forma – você percebe partes do seu corpo, diferente de como elas realmente são. Você está convencido de que apenas outras pessoas são atraentes e que seu tamanho corporal ou forma é um sinal de fracasso pessoal. Pessoas com imagem corporal negativa têm uma maior probabilidade de desenvolver um transtorno alimentar e são mais propensas a sofrer de sentimentos de depressão, isolamento, baixa autoestima, e obsessões com a perda de peso.

 

Você sente vergonha e ansiedade em relação ao seu corpo.

Você se sente desconfortável e estranho em seu corpo.

 

O que causa a imagem corporal negativa?

 

Quando uma pessoa tem pensamentos negativos e sentimentos sobre o seu próprio corpo, ela pode desenvolver uma insatisfação corporal. A insatisfação corporal é um processo interno, mas pode ser influenciado por vários fatores externos. Por exemplo, a família, amigos, conhecidos, os professores e os meios de comunicação têm um impacto sobre a forma como uma pessoa vê e sente sobre si mesma e sua aparência. Indivíduos que vivem em ambientes onde a aparência “idealizada” é valorizada demasiadamente, ou aqueles que recebem feedback negativo sobre sua aparência têm um risco maior de apresentar uma insatisfação corporal.

 

Um dos colaboradores externos mais comuns para a insatisfação com o corpo é a mídia. Pessoas de todas as idades são bombardeadas com imagens através de TV, revistas, internet e publicidade. Estas imagens, muitas vezes promovem ideais da aparência irrealistas, inatingíveis e altamente estilizados que têm sido fabricados por estilistas, equipes de arte e manipulação digital e não podem ser alcançados na vida real. Aqueles que sentem que não estão à altura em comparação com estas imagens, podem experimentar insatisfação corporal intensa, que é prejudicial para o seu bem-estar psicológico e físico.

 

    Bullying – pessoas que foram ou são ridicularizadas ou humilhadas por conta da sua aparência / peso, independentemente do tipo de corpo real, têm um risco maior de desenvolverem insatisfação corporal. Tamanho do corpo – Em nossa sociedade extremamente ligada no peso e imagem, um tamanho corporal maior aumenta o risco de insatisfação corporal

 

O que é Imagem Corporal Positiva?

 

    Uma verdadeira e clara percepção de sua forma – você consegue ver as várias partes do seu corpo como elas realmente são.

    Você aceita e aprecia a forma natural do seu corpo e você entende que a aparência física de uma pessoa diz muito pouco sobre seu caráter e valor.

    Você se sente orgulhosa e aceita seu biotipo e se recusa a gastar uma quantidade razoável de tempo se preocupando com comida, peso e calorias.

    Você se sente confortável e confiante em seu corpo.

 

Por que é que a imagem corporal positiva é importante?

 

A imagem corporal positiva ocorre quando uma pessoa é capaz de aceitar, apreciar e respeitar seu corpo. Ela é importante porque é um dos fatores de proteção que podem tornar uma pessoa mais resistente aos distúrbios alimentares. Na verdade, os programas mais eficazes de prevenção de transtorno alimentar usam uma abordagem de promoção da saúde, com foco na construção da imagem corporal positiva e autoestima, além de uma abordagem equilibrada para a nutrição e atividade física. Uma imagem positiva do corpo irá melhorar:

 

    Autoestima, que dita como uma pessoa se sente sobre si mesma, podendo influenciar todos os aspectos da vida, e contribuir para a felicidade e bem-estar.

    A auto aceitação, fazendo uma pessoa mais propensa a se sentir confortável e feliz com a maneira que as pessoas próximas a enxergam e menos propensa a sentir-se impactada tanto por imagens irreais nos meios de comunicação quanto pelas pressões sociais para se definir de determinada maneira.

 

    As perspectivas e comportamentos saudáveis. Já que é muito mais fácil levar um estilo de vida equilibrado, com atitudes e práticas relativas à alimentação e exercício quando você está em sintonia com às necessidades do seu corpo.

 

Nós todos podemos ter nossos dias em que nos sentimos estranhos ou desconfortáveis em nossos corpos, mas a chave para desenvolver a imagem corporal positiva é reconhecer e respeitar a nossa forma natural e aprender a dominar os pensamentos e sentimentos negativos em relação ao corpo através de atitudes e afirmações positivas.

 

O assunto 03: Jogos Pré Desportivos:

 

Jogos pré-desportivos são adaptações de esportes tradicionais e recreativos com o intuito de desenvolver habilidades físicas e sociais específicas nos participantes. Normalmente, os jogos pré-desportivos são destinados aos indivíduos que desejam se iniciar numa pratica desportiva. No entanto, antes de partir para o esporte, os jogos pré-desportivos servem como um treino dos movimentos básicos necessários para aquela modalidade esportiva.

 

Os jogos pré-desportivos também são importantes para aprimorar as habilidades sociais dos participantes, incentivando o trabalho em equipe, por exemplo. Ao contrário dos jogos desportivos, que apresentam um conjunto de regras específicos, os jogos pré-desportivos são mais voltados para o caráter recreativo, com a flexibilidade de objetivos, regras, durabilidade, jogadores, entre outras características. Exemplos de jogos pré-desportivos: Como dito, os jogos pré-desportivos são variações de jogos menores que ajudam a treinar as capacidades motoras, táticas e físicas dos participantes para determinado desporto.

 

Por exemplo, para praticar arremessos de Basquete, os participantes podem jogar o chamado “Basquete Baixo”, onde a cesta fica num nível mais baixo e de fácil acesso, mas que ajuda os jogadores a treinarem o posicionamento e modo de fazer as jogadas.

 

Jogos pré-desportivos e Educação Física

 

No âmbito da educação física, frequentemente os jogos recreativos são associados a esportes como o futebol, futsal, vôlei e basquete. Apesar disso, muitas vezes os jogos recreativos não são esportes, porque não têm a vertente da competitividade, e o mais importante não é ganhar, e sim participar e se divertir.

 

Os jogos pré desportivos são jogos cujo objetivo principal é aprender os movimentos básicos das modalidades desportivas. Nos jogos pré desportivos, os alunos conhecem o objetivo do jogo, a função e o modo de execução das principais ações técnico-táticas e as suas principais regras, como o início do jogo, marcação de golos, cestos ou pontos, adequando as suas ações a esse conhecimento.

 

Nos jogos pré-desportivos também aprendemos:

 

- Passar e a receber, driblar e a rematar;

- Desmarcar e a marcar, colocar-se em posição de ataque ou de defesa e a driblar;

- Conheceres e cumprir regras.  

 

Brincadeira como uma invenção humana

 

Brincar é uma invenção humana, “um ato em que sua intencionalidade e curiosidade resultam num processo criativo para modificar, imaginariamente, a realidade e o presente”. (Coletivos de Autores, 1992). Os jogos e as brincadeiras são ações culturais cuja intencionalidade e curiosidade resultam em um processo lúdico, autônomo, criativo, possibilitando a (re)construção de regras, diferentes modos de lidar com o tempo, lugar, materiais e experiências culturais, isto é, o imaginário. A natureza dos jogos e das brincadeiras não é discriminatória, pois implica o reconhecimento de si e do outro, traz possibilidades de lidar com os limites como desafios, e não como barreiras. O que esta afirmação quer afirmar?

 

Exemplos de Jogos Pré-Desportivos

 

1 – Derrube a Torre (Handebol)

Recursos:

Uma bola de borracha pequena (que os alunos consigam empunhar para arremessar)

Uma mesa (carteira de sala de aula)

Um cone

Giz para marcação do piso

 

Descrição: Coloca-se o cone sobre a mesa e marca-se um grande círculo a sua volta (num tamanho que possibilite deslocamentos em todas as direções). Um aluno é escolhido para ficar dentro do círculo com a missão de proteger o cone usando seus braços e pernas (defesa no handebol). Três alunos são escolhidos para ficar ao redor do círculo trocando passes e arremessos tentando derrubar o cone. Quando a bola for interceptada pelo aluno do interior do círculo, este troca de lugar com o aluno que propiciou a perda da posse da bola.

 

Variação:

Podem ser colocados mais alunos ou no interior do círculo ou ao seu redor.

Podem ser acrescentadas mais bolas ao jogo.

 

2 – Bobinho (Futebol)

Recursos:

Uma bola de futebol ou similar

 

Descrição:

Trata-se de um jogo muito conhecidos entre as crianças. Uma roda é formada e um aluno é escolhido para ficar em seu interior. Os demais alunos ficam trocando passes entre si com os pés podendo dar três toques na bola antes de passa-la e sem deixar o “bobinho” tocar nela. Cada vez que o “bobinho” tocar na bola, ele troca de papel com aquele aluno que ocasionou o toque. Cada vez que o aluno ocasionar a saída da bola da formação do círculo também deve assumir o papel de “bobinho”.

 

Variações:

Aumentar o número de toques na bola.

Diminuir o número os toques na bola.

Colocar mais de um “bobinho” no interior da roda.

Colocar mais de uma bola.

 

3 – Limpando seu campo (Voleibol)

Recursos:

Bolas e rede de voleibol

 

Descrição:

Duas equipes irão de posicionar uma em cada lado da rede. Cada integrante das equipes estará com uma bola nas mãos, e ao comando inicial deverá joga-la por cima da rede para o outro campo, devendo ir buscar novas bolas que estejam em seu campo e joga-las seguidamente por cima da rede. Ao comando final, a equipe vencedora será a que estiver com o menor número de bolas no seu campo.

 

Variações:

Colocar bolas de diferentes tamanhos e pesos no jogo.

Colocar um número de bolas superior ao dos participantes.

 

4 - Mini- Golf

Sugestão enviada pelo professor Marcelo Xavier Alves Fagundes da Escola Municipal CEI Maria Augusta Jouvet (Curitiba/PR).

 

Recursos:

Tacos de madeira (quaisquer), bolinhas de plástico (aquelas coloridas das piscinas de bolinhas) e um buraco no chão, por exemplo: buraco na terra, areia ou no cimento, uma caixinha com entrada na lateral ou um sexto deitado, um pequeno espaço entre duas hastes, cones ou porta.

 

Espaço:

Pátio da escola, preferencialmente, locais com bastantes obstáculos, tais como grama, árvores, areia, quadra, parquinho infantil, etc.

 

Descrição:

A turma será dividida em grupos. Os alunos de cada grupo jogarão entre si, um de cada vez em uma sequência pré-estabelecida. Para diferenciar, cada grupo jogará uma cor de bolinhas, por exemplo: 20 alunos no total à 4 grupos de 5 alunos cada à 5 bolinhas azuis, 5 amarelas, 5 vermelhas e 5 verdes. Ganha, quem do grupo, conseguir colocar a sua bolinha no buraco primeiro.