1º BIMESTRE: 1ª SÉRIE
O assunto 01: Conceito de
atividade física e aptidão física
Com uma frequência cada vez maior
damos conta que surgiram novas expressões no vocabulário dos professores. Não
são tão novas assim, estão na mídia, na fala de alguns médicos, agentes de
saúde e até mesmo na escola: atividade física, saúde, qualidade de vida. Mas
afinal, o que significam e qual a relação que existe entre elas?
ATIVIDADE FÍSICA: É toda a
movimentação produzida pela musculatura esquelética com gasto expandido de
energia, como nas atividades domésticas, laborais e de lazer, exercícios e
esportes.
EXERCÍCIO FÍSICO: É uma atividade
física previamente planejada, orientada e proposta para a manutenção ou melhora
dos componentes da aptidão física relacionada a saúde (resistência aeróbia,
resistência anaeróbia e força muscular, flexibilidade e composição corporal),
realizada repetidamente. Portanto, o exercício físico é uma subcategoria da
atividade física.
APTIDÃO FÍSICA: A aptidão física
é um conceito que pode ser definido, dentro das áreas da atividade física e da
saúde, com sendo a capacidade de se realizar trabalhos musculares de forma
satisfatória.
Geralmente, a aptidão física
relacionada a saúde compreende a resistência cardiorrespiratória, a força, a
resistência muscular e a flexibilidade, capacidades físicas já abordadas neste
blog.
A aptidão física é determinada e
sofre interferência de uma série de fatores, dentre os quais se incluem o nível
habitual de atividade física, a dieta, o estilo de vida o ambiente em que
vivemos e a hereditariedade.
Tanto a prática regular de
atividades físicas quanto o sedentarismo (inatividade física) podem provocar
adaptações (positivas ou negativas) no organismo das pessoas.
SAÚDE: A saúde é uma condição
humana que apresenta três dimensões: a física, a social e a psicológica. Há
algum tempo, ter saúde significava não estar doente. Atualmente, a saúde
positiva esta associada a capacidade de aproveitar, desfrutar a vida e enfrentar
desafios. Não é mais somente a ausência de moléstias.
A importância da atividade física para uma
vida saudável
Ø O exercício físico é um poderoso
remédio, melhora a qualidade de vida, diminui o risco de doenças do aparelho
cardiorrespiratório e, consequentemente, minimiza a pressão arterial.
Ø Exercitar o corpo também favorece
aspectos emocionais, trazendo bem-estar, melhora da autoestima e aumento de
energia para outras atividades.
Ø Na questão estética, o fator
principal é que, com a queima das calorias, o praticante pode perder peso (se
combinado a uma alimentação saudável) e modelar sua musculatura, já que a massa
corporal magra toma forma.
Ø Do ponto de vista da mobilidade,
a prática constante da atividade física melhora a flexibilidade, a postura e a
resistência muscular, algo importante para as demais tarefas do cotidiano.
Ø As atividades diárias também são
consideradas atividades físicas, como limpar a casa, lavar o carro, praticar
jardinagem ou levar o cachorro para passear. No entanto, o ideal é combinar
exercícios aeróbios e anaeróbios.
Os exercícios aeróbicos são
aqueles de maior duração e menor intensidade desenvolvendo a resistência,
capacidade respiratória e o condicionamento físico, como por exemplo, caminhar,
correr, pedalar, nadar, dançar.
Já os anaeróbicos constituem
movimentos de curta duração e de alta intensidade e, com isso, desenvolvem a força
e a potência, como a musculação, ioga e pilates. Todas as formas de recreação
ou esporte, que mantenham o corpo em forma e mais forte são consideradas
atividades físicas, cuja a prática constante e bem orientada, só geram
benefícios.
De forma inversa, a
inatividade física aumenta:
O risco de diversas doenças;
Predispõe o organismo ao acúmulo de gordura
e à obesidade;
Sensibilidade para os resfriados;
Depressão, ansiedade e acúmulo do estresse;
Osteoporose e dores nas articulações.
Fontes: www.fitnessfriends.com.br;
www.portaleducaçao.com.br; www.emedix.com.br
O assunto 02: Conceito de Imagem
corporal e distúrbio de imagem.
A imagem corporal é a percepção
que uma pessoa tem do seu próprio corpo e os pensamentos e sentimentos que
resultam desta percepção. Esses sentimentos podem ser positivos, negativos ou
ambos e são influenciados por fatores individuais e ambientais.
Também podemos pensar a imagem
corporal como sendo a maneira como você se vê quando se olha no espelho ou
quando você se imagine em sua mente. Ela
é a representação mental do nosso corpo, é a forma como vemos e pensamos o
nosso corpo, também é a forma como acreditamos que os outros nos veem.
O que é imagem corporal
A sua imagem corporal é formada
por uma combinação de fatores:
O que você acredita ser sua
própria aparência (incluindo suas memórias, suposições e generalizações).
Como você se sente em relação ao
seu corpo, incluindo a sua altura, forma e peso.
Como você sente e controla o seu
corpo enquanto você se move
E também por quatro aspectos:
Como você vê o seu corpo é a
sua imagem corporal perceptual. Isso nem sempre é uma representação correta de
como você é na realidade. Por exemplo, uma pessoa pode perceber-se com
sobrepeso quando elas são realmente abaixo do peso.
A maneira como você se sente
sobre o seu corpo é a sua imagem corporal afetiva. Isto está relacionado com a
quantidade de satisfação ou insatisfação que você sente sobre a sua forma, peso
e partes individuais do corpo.
A maneira como você pensa
sobre o seu corpo é a sua imagem corporal cognitiva. Isto pode levar a
preocupação com a forma do corpo e peso. Por exemplo, algumas pessoas acreditam
que elas vão se sentir melhor sobre si mesmo se elas forem mais magras ou
musculosas.
Comportamentos em que você se envolve
como resultado da sua imagem corporal abrange a sua imagem corporal
comportamental. Quando uma pessoa está insatisfeita com a forma como os outros
a olham, ela pode se isolar porque se sente mal com sua aparência ou mesmo
utilizar comportamentos destrutivos (por exemplo, exercício excessivo, dietas
extremamente restritivas) como um meio para mudar a aparência.
Qual é a Relação entre um
Distúrbio Alimentar e Imagem Corporal?
A preocupação com a imagem
corporal e transtornos alimentares andam de “mãos dadas”. Muitas vezes é a
insatisfação com a aparência que leva alguém a concluir que a perda de peso
iria melhorar a sua imagem, e fazê-la sentir-se melhor em relação a si mesma e
seu corpo. Assim, fazer dietas restritivas e praticar exercícios – muitas vezes de forma exagerada
– são estratégias utilizadas. Estas estratégias aliadas a obsessão pela imagem
servem como gatilho para o desenvolvimento de distúrbios alimentares como a
anorexia, bulimia, e compulsão alimentar.
O que é Imagem Corporal
Negativa?
É a percepção distorcida de sua
forma – você percebe partes do seu corpo, diferente de como elas realmente são.
Você está convencido de que apenas outras pessoas são atraentes e que seu
tamanho corporal ou forma é um sinal de fracasso pessoal. Pessoas com imagem
corporal negativa têm uma maior probabilidade de desenvolver um transtorno
alimentar e são mais propensas a sofrer de sentimentos de depressão,
isolamento, baixa autoestima, e obsessões com a perda de peso.
Você sente vergonha e ansiedade
em relação ao seu corpo.
Você se sente desconfortável e
estranho em seu corpo.
O que causa a imagem corporal
negativa?
Quando uma pessoa tem pensamentos
negativos e sentimentos sobre o seu próprio corpo, ela pode desenvolver uma
insatisfação corporal. A insatisfação corporal é um processo interno, mas pode
ser influenciado por vários fatores externos. Por exemplo, a família, amigos,
conhecidos, os professores e os meios de comunicação têm um impacto sobre a
forma como uma pessoa vê e sente sobre si mesma e sua aparência. Indivíduos que
vivem em ambientes onde a aparência “idealizada” é valorizada demasiadamente,
ou aqueles que recebem feedback negativo sobre sua aparência têm um risco maior
de apresentar uma insatisfação corporal.
Um dos colaboradores externos
mais comuns para a insatisfação com o corpo é a mídia. Pessoas de todas as
idades são bombardeadas com imagens através de TV, revistas, internet e
publicidade. Estas imagens, muitas vezes promovem ideais da aparência
irrealistas, inatingíveis e altamente estilizados que têm sido fabricados por
estilistas, equipes de arte e manipulação digital e não podem ser alcançados na
vida real. Aqueles que sentem que não estão à altura em comparação com estas
imagens, podem experimentar insatisfação corporal intensa, que é prejudicial
para o seu bem-estar psicológico e físico.
Bullying – pessoas que foram ou são
ridicularizadas ou humilhadas por conta da sua aparência / peso,
independentemente do tipo de corpo real, têm um risco maior de desenvolverem
insatisfação corporal. Tamanho do corpo – Em nossa sociedade extremamente
ligada no peso e imagem, um tamanho corporal maior aumenta o risco de
insatisfação corporal
O que é Imagem Corporal Positiva?
Uma verdadeira e clara percepção de sua
forma – você consegue ver as várias partes do seu corpo como elas realmente
são.
Você aceita e aprecia a forma natural do
seu corpo e você entende que a aparência física de uma pessoa diz muito pouco
sobre seu caráter e valor.
Você se sente orgulhosa e aceita seu
biotipo e se recusa a gastar uma quantidade razoável de tempo se preocupando
com comida, peso e calorias.
Você se sente confortável e confiante em
seu corpo.
Por que é
que a imagem corporal positiva é importante?
A imagem
corporal positiva ocorre quando uma pessoa é capaz de aceitar, apreciar e
respeitar seu corpo. Ela é
importante porque é um dos fatores de proteção que podem tornar uma pessoa mais
resistente aos distúrbios alimentares. Na verdade, os programas mais eficazes
de prevenção de transtorno alimentar usam uma abordagem de promoção da saúde,
com foco na construção da imagem corporal positiva e autoestima, além de uma
abordagem equilibrada para a nutrição e atividade física. Uma imagem positiva
do corpo irá melhorar:
Autoestima, que dita como uma pessoa se
sente sobre si mesma, podendo influenciar todos os aspectos da vida, e
contribuir para a felicidade e bem-estar.
A auto aceitação, fazendo uma pessoa mais
propensa a se sentir confortável e feliz com a maneira que as pessoas próximas
a enxergam e menos propensa a sentir-se impactada tanto por imagens irreais nos
meios de comunicação quanto pelas pressões sociais para se definir de
determinada maneira.
As perspectivas e comportamentos saudáveis.
Já que é muito mais fácil levar um estilo de vida equilibrado, com atitudes e
práticas relativas à alimentação e exercício quando você está em sintonia com
às necessidades do seu corpo.
Nós todos podemos ter nossos dias
em que nos sentimos estranhos ou desconfortáveis em nossos corpos, mas a chave
para desenvolver a imagem corporal positiva é reconhecer e respeitar a nossa
forma natural e aprender a dominar os pensamentos e sentimentos negativos em
relação ao corpo através de atitudes e afirmações positivas.
O assunto 03: Jogos Pré
Desportivos:
Jogos pré-desportivos são
adaptações de esportes tradicionais e recreativos com o intuito de desenvolver
habilidades físicas e sociais específicas nos participantes. Normalmente, os
jogos pré-desportivos são destinados aos indivíduos que desejam se iniciar numa
pratica desportiva. No entanto, antes de partir para o esporte, os jogos
pré-desportivos servem como um treino dos movimentos básicos necessários para
aquela modalidade esportiva.
Os jogos pré-desportivos também
são importantes para aprimorar as habilidades sociais dos participantes,
incentivando o trabalho em equipe, por exemplo. Ao contrário dos jogos
desportivos, que apresentam um conjunto de regras específicos, os jogos
pré-desportivos são mais voltados para o caráter recreativo, com a
flexibilidade de objetivos, regras, durabilidade, jogadores, entre outras
características. Exemplos de jogos pré-desportivos: Como dito, os jogos
pré-desportivos são variações de jogos menores que ajudam a treinar as capacidades
motoras, táticas e físicas dos participantes para determinado desporto.
Por exemplo, para praticar
arremessos de Basquete, os participantes podem jogar o chamado “Basquete
Baixo”, onde a cesta fica num nível mais baixo e de fácil acesso, mas que ajuda
os jogadores a treinarem o posicionamento e modo de fazer as jogadas.
Jogos pré-desportivos e Educação
Física
No âmbito da educação física,
frequentemente os jogos recreativos são associados a esportes como o futebol,
futsal, vôlei e basquete. Apesar disso, muitas vezes os jogos recreativos não
são esportes, porque não têm a vertente da competitividade, e o mais importante
não é ganhar, e sim participar e se divertir.
Os jogos pré desportivos são
jogos cujo objetivo principal é aprender os movimentos básicos das modalidades
desportivas. Nos jogos pré desportivos, os alunos conhecem o objetivo do jogo,
a função e o modo de execução das principais ações técnico-táticas e as suas
principais regras, como o início do jogo, marcação de golos, cestos ou pontos,
adequando as suas ações a esse conhecimento.
Nos jogos pré-desportivos também
aprendemos:
- Passar e a receber, driblar e a
rematar;
- Desmarcar e a marcar,
colocar-se em posição de ataque ou de defesa e a driblar;
- Conheceres e cumprir
regras.
Brincadeira como uma invenção
humana
Brincar é uma invenção humana,
“um ato em que sua intencionalidade e curiosidade resultam num processo
criativo para modificar, imaginariamente, a realidade e o presente”. (Coletivos
de Autores, 1992). Os jogos e as brincadeiras são ações culturais cuja
intencionalidade e curiosidade resultam em um processo lúdico, autônomo,
criativo, possibilitando a (re)construção de regras, diferentes modos de lidar
com o tempo, lugar, materiais e experiências culturais, isto é, o imaginário. A
natureza dos jogos e das brincadeiras não é discriminatória, pois implica o
reconhecimento de si e do outro, traz possibilidades de lidar com os limites
como desafios, e não como barreiras. O que esta afirmação quer afirmar?
Exemplos de Jogos Pré-Desportivos
1 – Derrube a Torre (Handebol)
Recursos:
Uma bola de borracha pequena (que
os alunos consigam empunhar para arremessar)
Uma mesa (carteira de sala de
aula)
Um cone
Giz para marcação do piso
Descrição: Coloca-se o cone sobre
a mesa e marca-se um grande círculo a sua volta (num tamanho que possibilite
deslocamentos em todas as direções). Um aluno é escolhido para ficar dentro do
círculo com a missão de proteger o cone usando seus braços e pernas (defesa no
handebol). Três alunos são escolhidos para ficar ao redor do círculo trocando
passes e arremessos tentando derrubar o cone. Quando a bola for interceptada
pelo aluno do interior do círculo, este troca de lugar com o aluno que
propiciou a perda da posse da bola.
Variação:
Podem ser colocados mais alunos
ou no interior do círculo ou ao seu redor.
Podem ser acrescentadas mais
bolas ao jogo.
2 – Bobinho (Futebol)
Recursos:
Uma bola de futebol ou similar
Descrição:
Trata-se de um jogo muito conhecidos
entre as crianças. Uma roda é formada e um aluno é escolhido para ficar em seu
interior. Os demais alunos ficam trocando passes entre si com os pés podendo
dar três toques na bola antes de passa-la e sem deixar o “bobinho” tocar nela.
Cada vez que o “bobinho” tocar na bola, ele troca de papel com aquele aluno que
ocasionou o toque. Cada vez que o aluno ocasionar a saída da bola da formação
do círculo também deve assumir o papel de “bobinho”.
Variações:
Aumentar o número de toques na
bola.
Diminuir o número os toques na
bola.
Colocar mais de um “bobinho” no
interior da roda.
Colocar mais de uma bola.
3 – Limpando seu campo (Voleibol)
Recursos:
Bolas e rede de voleibol
Descrição:
Duas equipes irão de posicionar
uma em cada lado da rede. Cada integrante das equipes estará com uma bola nas
mãos, e ao comando inicial deverá joga-la por cima da rede para o outro campo,
devendo ir buscar novas bolas que estejam em seu campo e joga-las seguidamente
por cima da rede. Ao comando final, a equipe vencedora será a que estiver com o
menor número de bolas no seu campo.
Variações:
Colocar bolas de diferentes
tamanhos e pesos no jogo.
Colocar um número de bolas
superior ao dos participantes.
4 - Mini- Golf
Sugestão enviada pelo professor
Marcelo Xavier Alves Fagundes da Escola Municipal CEI Maria Augusta Jouvet
(Curitiba/PR).
Recursos:
Tacos de madeira (quaisquer),
bolinhas de plástico (aquelas coloridas das piscinas de bolinhas) e um buraco
no chão, por exemplo: buraco na terra, areia ou no cimento, uma caixinha com
entrada na lateral ou um sexto deitado, um pequeno espaço entre duas hastes,
cones ou porta.
Espaço:
Pátio da escola,
preferencialmente, locais com bastantes obstáculos, tais como grama, árvores,
areia, quadra, parquinho infantil, etc.
Descrição:
A turma será dividida em grupos.
Os alunos de cada grupo jogarão entre si, um de cada vez em uma sequência
pré-estabelecida. Para diferenciar, cada grupo jogará uma cor de bolinhas, por
exemplo: 20 alunos no total à 4 grupos de 5 alunos cada à 5 bolinhas azuis, 5
amarelas, 5 vermelhas e 5 verdes. Ganha, quem do grupo, conseguir colocar a sua
bolinha no buraco primeiro.