segunda-feira, 22 de janeiro de 2024

CONTEÚDO DO 1º BIMESTRE - 1ª SÉRIES

 


1º BIMESTRE: 1ª SÉRIE

 

 O assunto 01: Conceito de atividade física e aptidão física

 

Com uma frequência cada vez maior damos conta que surgiram novas expressões no vocabulário dos professores. Não são tão novas assim, estão na mídia, na fala de alguns médicos, agentes de saúde e até mesmo na escola: atividade física, saúde, qualidade de vida. Mas afinal, o que significam e qual a relação que existe entre elas?

 

ATIVIDADE FÍSICA: É toda a movimentação produzida pela musculatura esquelética com gasto expandido de energia, como nas atividades domésticas, laborais e de lazer, exercícios e esportes.

 

EXERCÍCIO FÍSICO: É uma atividade física previamente planejada, orientada e proposta para a manutenção ou melhora dos componentes da aptidão física relacionada a saúde (resistência aeróbia, resistência anaeróbia e força muscular, flexibilidade e composição corporal), realizada repetidamente. Portanto, o exercício físico é uma subcategoria da atividade física.

 

APTIDÃO FÍSICA: A aptidão física é um conceito que pode ser definido, dentro das áreas da atividade física e da saúde, com sendo a capacidade de se realizar trabalhos musculares de forma satisfatória.

Geralmente, a aptidão física relacionada a saúde compreende a resistência cardiorrespiratória, a força, a resistência muscular e a flexibilidade, capacidades físicas já abordadas neste blog.

A aptidão física é determinada e sofre interferência de uma série de fatores, dentre os quais se incluem o nível habitual de atividade física, a dieta, o estilo de vida o ambiente em que vivemos e a hereditariedade.

Tanto a prática regular de atividades físicas quanto o sedentarismo (inatividade física) podem provocar adaptações (positivas ou negativas) no organismo das pessoas.

 

SAÚDE: A saúde é uma condição humana que apresenta três dimensões: a física, a social e a psicológica. Há algum tempo, ter saúde significava não estar doente. Atualmente, a saúde positiva esta associada a capacidade de aproveitar, desfrutar a vida e enfrentar desafios. Não é mais somente a ausência de moléstias.

 

    A importância da atividade física para uma vida saudável

 

Ø  O exercício físico é um poderoso remédio, melhora a qualidade de vida, diminui o risco de doenças do aparelho cardiorrespiratório e, consequentemente, minimiza a pressão arterial.

Ø  Exercitar o corpo também favorece aspectos emocionais, trazendo bem-estar, melhora da autoestima e aumento de energia para outras atividades.

Ø  Na questão estética, o fator principal é que, com a queima das calorias, o praticante pode perder peso (se combinado a uma alimentação saudável) e modelar sua musculatura, já que a massa corporal magra toma forma.

Ø  Do ponto de vista da mobilidade, a prática constante da atividade física melhora a flexibilidade, a postura e a resistência muscular, algo importante para as demais tarefas do cotidiano.

Ø  As atividades diárias também são consideradas atividades físicas, como limpar a casa, lavar o carro, praticar jardinagem ou levar o cachorro para passear. No entanto, o ideal é combinar exercícios aeróbios e anaeróbios.

 

Os exercícios aeróbicos são aqueles de maior duração e menor intensidade desenvolvendo a resistência, capacidade respiratória e o condicionamento físico, como por exemplo, caminhar, correr, pedalar, nadar, dançar.

 

Já os anaeróbicos constituem movimentos de curta duração e de alta intensidade e, com isso, desenvolvem a força e a potência, como a musculação, ioga e pilates. Todas as formas de recreação ou esporte, que mantenham o corpo em forma e mais forte são consideradas atividades físicas, cuja a prática constante e bem orientada, só geram benefícios.

 De forma inversa, a inatividade física aumenta:

    O risco de diversas doenças;

    Predispõe o organismo ao acúmulo de gordura e à obesidade;

    Sensibilidade para os resfriados;

    Depressão, ansiedade e acúmulo do estresse;

    Osteoporose e dores nas articulações.

 

Fontes: www.fitnessfriends.com.br; www.portaleducaçao.com.br; www.emedix.com.br

 

O assunto 02: Conceito de Imagem corporal e distúrbio de imagem.

 

A imagem corporal é a percepção que uma pessoa tem do seu próprio corpo e os pensamentos e sentimentos que resultam desta percepção. Esses sentimentos podem ser positivos, negativos ou ambos e são influenciados por fatores individuais e ambientais.

 

Também podemos pensar a imagem corporal como sendo a maneira como você se vê quando se olha no espelho ou quando você se imagine em sua mente.  Ela é a representação mental do nosso corpo, é a forma como vemos e pensamos o nosso corpo, também é a forma como acreditamos que os outros nos veem.

 

O que é imagem corporal

 

A sua imagem corporal é formada por uma combinação de fatores:

O que você acredita ser sua própria aparência (incluindo suas memórias, suposições e generalizações).

Como você se sente em relação ao seu corpo, incluindo a sua altura, forma e peso.

Como você sente e controla o seu corpo enquanto você se move

 

E também por quatro aspectos:

 

    Como você vê o seu corpo é a sua imagem corporal perceptual. Isso nem sempre é uma representação correta de como você é na realidade. Por exemplo, uma pessoa pode perceber-se com sobrepeso quando elas são realmente abaixo do peso.

 

    A maneira como você se sente sobre o seu corpo é a sua imagem corporal afetiva. Isto está relacionado com a quantidade de satisfação ou insatisfação que você sente sobre a sua forma, peso e partes individuais do corpo.

 

    A maneira como você pensa sobre o seu corpo é a sua imagem corporal cognitiva. Isto pode levar a preocupação com a forma do corpo e peso. Por exemplo, algumas pessoas acreditam que elas vão se sentir melhor sobre si mesmo se elas forem mais magras ou musculosas.

 

    Comportamentos em que você se envolve como resultado da sua imagem corporal abrange a sua imagem corporal comportamental. Quando uma pessoa está insatisfeita com a forma como os outros a olham, ela pode se isolar porque se sente mal com sua aparência ou mesmo utilizar comportamentos destrutivos (por exemplo, exercício excessivo, dietas extremamente restritivas) como um meio para mudar a aparência.

 

Qual é a Relação entre um Distúrbio Alimentar e Imagem Corporal?

 

A preocupação com a imagem corporal e transtornos alimentares andam de “mãos dadas”. Muitas vezes é a insatisfação com a aparência que leva alguém a concluir que a perda de peso iria melhorar a sua imagem, e fazê-la sentir-se melhor em relação a si mesma e seu corpo. Assim, fazer dietas restritivas e praticar  exercícios – muitas vezes de forma exagerada – são estratégias utilizadas. Estas estratégias aliadas a obsessão pela imagem servem como gatilho para o desenvolvimento de distúrbios alimentares como a anorexia, bulimia, e compulsão alimentar.

 O que é Imagem Corporal Negativa?

 

É a percepção distorcida de sua forma – você percebe partes do seu corpo, diferente de como elas realmente são. Você está convencido de que apenas outras pessoas são atraentes e que seu tamanho corporal ou forma é um sinal de fracasso pessoal. Pessoas com imagem corporal negativa têm uma maior probabilidade de desenvolver um transtorno alimentar e são mais propensas a sofrer de sentimentos de depressão, isolamento, baixa autoestima, e obsessões com a perda de peso.

 

Você sente vergonha e ansiedade em relação ao seu corpo.

Você se sente desconfortável e estranho em seu corpo.

 

O que causa a imagem corporal negativa?

 

Quando uma pessoa tem pensamentos negativos e sentimentos sobre o seu próprio corpo, ela pode desenvolver uma insatisfação corporal. A insatisfação corporal é um processo interno, mas pode ser influenciado por vários fatores externos. Por exemplo, a família, amigos, conhecidos, os professores e os meios de comunicação têm um impacto sobre a forma como uma pessoa vê e sente sobre si mesma e sua aparência. Indivíduos que vivem em ambientes onde a aparência “idealizada” é valorizada demasiadamente, ou aqueles que recebem feedback negativo sobre sua aparência têm um risco maior de apresentar uma insatisfação corporal.

 

Um dos colaboradores externos mais comuns para a insatisfação com o corpo é a mídia. Pessoas de todas as idades são bombardeadas com imagens através de TV, revistas, internet e publicidade. Estas imagens, muitas vezes promovem ideais da aparência irrealistas, inatingíveis e altamente estilizados que têm sido fabricados por estilistas, equipes de arte e manipulação digital e não podem ser alcançados na vida real. Aqueles que sentem que não estão à altura em comparação com estas imagens, podem experimentar insatisfação corporal intensa, que é prejudicial para o seu bem-estar psicológico e físico.

 

    Bullying – pessoas que foram ou são ridicularizadas ou humilhadas por conta da sua aparência / peso, independentemente do tipo de corpo real, têm um risco maior de desenvolverem insatisfação corporal. Tamanho do corpo – Em nossa sociedade extremamente ligada no peso e imagem, um tamanho corporal maior aumenta o risco de insatisfação corporal

 

O que é Imagem Corporal Positiva?

 

    Uma verdadeira e clara percepção de sua forma – você consegue ver as várias partes do seu corpo como elas realmente são.

    Você aceita e aprecia a forma natural do seu corpo e você entende que a aparência física de uma pessoa diz muito pouco sobre seu caráter e valor.

    Você se sente orgulhosa e aceita seu biotipo e se recusa a gastar uma quantidade razoável de tempo se preocupando com comida, peso e calorias.

    Você se sente confortável e confiante em seu corpo.

 

Por que é que a imagem corporal positiva é importante?

 

A imagem corporal positiva ocorre quando uma pessoa é capaz de aceitar, apreciar e respeitar seu corpo. Ela é importante porque é um dos fatores de proteção que podem tornar uma pessoa mais resistente aos distúrbios alimentares. Na verdade, os programas mais eficazes de prevenção de transtorno alimentar usam uma abordagem de promoção da saúde, com foco na construção da imagem corporal positiva e autoestima, além de uma abordagem equilibrada para a nutrição e atividade física. Uma imagem positiva do corpo irá melhorar:

 

    Autoestima, que dita como uma pessoa se sente sobre si mesma, podendo influenciar todos os aspectos da vida, e contribuir para a felicidade e bem-estar.

    A auto aceitação, fazendo uma pessoa mais propensa a se sentir confortável e feliz com a maneira que as pessoas próximas a enxergam e menos propensa a sentir-se impactada tanto por imagens irreais nos meios de comunicação quanto pelas pressões sociais para se definir de determinada maneira.

 

    As perspectivas e comportamentos saudáveis. Já que é muito mais fácil levar um estilo de vida equilibrado, com atitudes e práticas relativas à alimentação e exercício quando você está em sintonia com às necessidades do seu corpo.

 

Nós todos podemos ter nossos dias em que nos sentimos estranhos ou desconfortáveis em nossos corpos, mas a chave para desenvolver a imagem corporal positiva é reconhecer e respeitar a nossa forma natural e aprender a dominar os pensamentos e sentimentos negativos em relação ao corpo através de atitudes e afirmações positivas.

 

O assunto 03: Jogos Pré Desportivos:

 

Jogos pré-desportivos são adaptações de esportes tradicionais e recreativos com o intuito de desenvolver habilidades físicas e sociais específicas nos participantes. Normalmente, os jogos pré-desportivos são destinados aos indivíduos que desejam se iniciar numa pratica desportiva. No entanto, antes de partir para o esporte, os jogos pré-desportivos servem como um treino dos movimentos básicos necessários para aquela modalidade esportiva.

 

Os jogos pré-desportivos também são importantes para aprimorar as habilidades sociais dos participantes, incentivando o trabalho em equipe, por exemplo. Ao contrário dos jogos desportivos, que apresentam um conjunto de regras específicos, os jogos pré-desportivos são mais voltados para o caráter recreativo, com a flexibilidade de objetivos, regras, durabilidade, jogadores, entre outras características. Exemplos de jogos pré-desportivos: Como dito, os jogos pré-desportivos são variações de jogos menores que ajudam a treinar as capacidades motoras, táticas e físicas dos participantes para determinado desporto.

 

Por exemplo, para praticar arremessos de Basquete, os participantes podem jogar o chamado “Basquete Baixo”, onde a cesta fica num nível mais baixo e de fácil acesso, mas que ajuda os jogadores a treinarem o posicionamento e modo de fazer as jogadas.

 

Jogos pré-desportivos e Educação Física

 

No âmbito da educação física, frequentemente os jogos recreativos são associados a esportes como o futebol, futsal, vôlei e basquete. Apesar disso, muitas vezes os jogos recreativos não são esportes, porque não têm a vertente da competitividade, e o mais importante não é ganhar, e sim participar e se divertir.

 

Os jogos pré desportivos são jogos cujo objetivo principal é aprender os movimentos básicos das modalidades desportivas. Nos jogos pré desportivos, os alunos conhecem o objetivo do jogo, a função e o modo de execução das principais ações técnico-táticas e as suas principais regras, como o início do jogo, marcação de golos, cestos ou pontos, adequando as suas ações a esse conhecimento.

 

Nos jogos pré-desportivos também aprendemos:

 

- Passar e a receber, driblar e a rematar;

- Desmarcar e a marcar, colocar-se em posição de ataque ou de defesa e a driblar;

- Conheceres e cumprir regras.  

 

Brincadeira como uma invenção humana

 

Brincar é uma invenção humana, “um ato em que sua intencionalidade e curiosidade resultam num processo criativo para modificar, imaginariamente, a realidade e o presente”. (Coletivos de Autores, 1992). Os jogos e as brincadeiras são ações culturais cuja intencionalidade e curiosidade resultam em um processo lúdico, autônomo, criativo, possibilitando a (re)construção de regras, diferentes modos de lidar com o tempo, lugar, materiais e experiências culturais, isto é, o imaginário. A natureza dos jogos e das brincadeiras não é discriminatória, pois implica o reconhecimento de si e do outro, traz possibilidades de lidar com os limites como desafios, e não como barreiras. O que esta afirmação quer afirmar?

 

Exemplos de Jogos Pré-Desportivos

 

1 – Derrube a Torre (Handebol)

Recursos:

Uma bola de borracha pequena (que os alunos consigam empunhar para arremessar)

Uma mesa (carteira de sala de aula)

Um cone

Giz para marcação do piso

 

Descrição: Coloca-se o cone sobre a mesa e marca-se um grande círculo a sua volta (num tamanho que possibilite deslocamentos em todas as direções). Um aluno é escolhido para ficar dentro do círculo com a missão de proteger o cone usando seus braços e pernas (defesa no handebol). Três alunos são escolhidos para ficar ao redor do círculo trocando passes e arremessos tentando derrubar o cone. Quando a bola for interceptada pelo aluno do interior do círculo, este troca de lugar com o aluno que propiciou a perda da posse da bola.

 

Variação:

Podem ser colocados mais alunos ou no interior do círculo ou ao seu redor.

Podem ser acrescentadas mais bolas ao jogo.

 

2 – Bobinho (Futebol)

Recursos:

Uma bola de futebol ou similar

 

Descrição:

Trata-se de um jogo muito conhecidos entre as crianças. Uma roda é formada e um aluno é escolhido para ficar em seu interior. Os demais alunos ficam trocando passes entre si com os pés podendo dar três toques na bola antes de passa-la e sem deixar o “bobinho” tocar nela. Cada vez que o “bobinho” tocar na bola, ele troca de papel com aquele aluno que ocasionou o toque. Cada vez que o aluno ocasionar a saída da bola da formação do círculo também deve assumir o papel de “bobinho”.

 

Variações:

Aumentar o número de toques na bola.

Diminuir o número os toques na bola.

Colocar mais de um “bobinho” no interior da roda.

Colocar mais de uma bola.

 

3 – Limpando seu campo (Voleibol)

Recursos:

Bolas e rede de voleibol

 

Descrição:

Duas equipes irão de posicionar uma em cada lado da rede. Cada integrante das equipes estará com uma bola nas mãos, e ao comando inicial deverá joga-la por cima da rede para o outro campo, devendo ir buscar novas bolas que estejam em seu campo e joga-las seguidamente por cima da rede. Ao comando final, a equipe vencedora será a que estiver com o menor número de bolas no seu campo.

 

Variações:

Colocar bolas de diferentes tamanhos e pesos no jogo.

Colocar um número de bolas superior ao dos participantes.

 

4 - Mini- Golf

Sugestão enviada pelo professor Marcelo Xavier Alves Fagundes da Escola Municipal CEI Maria Augusta Jouvet (Curitiba/PR).

 

Recursos:

Tacos de madeira (quaisquer), bolinhas de plástico (aquelas coloridas das piscinas de bolinhas) e um buraco no chão, por exemplo: buraco na terra, areia ou no cimento, uma caixinha com entrada na lateral ou um sexto deitado, um pequeno espaço entre duas hastes, cones ou porta.

 

Espaço:

Pátio da escola, preferencialmente, locais com bastantes obstáculos, tais como grama, árvores, areia, quadra, parquinho infantil, etc.

 

Descrição:

A turma será dividida em grupos. Os alunos de cada grupo jogarão entre si, um de cada vez em uma sequência pré-estabelecida. Para diferenciar, cada grupo jogará uma cor de bolinhas, por exemplo: 20 alunos no total à 4 grupos de 5 alunos cada à 5 bolinhas azuis, 5 amarelas, 5 vermelhas e 5 verdes. Ganha, quem do grupo, conseguir colocar a sua bolinha no buraco primeiro.

segunda-feira, 30 de outubro de 2023

EU SOU O MEU PADRÃO


 Eu Sou o Meu Padrão

Como os padrões de beleza afetam a sociedade

Quem nunca se olhou no espelho para checar se tinha aquela ruguinha ao redor dos olhos?

Uma ação tão simples revela um padrão de beleza que valoriza a juventude – e que, inconscientemente, nos sentimos obrigados a seguir. Sem falar em outras imposições estéticas que vemos na mídia, como ter um determinado peso, formato de corpo e tipo de cabelo.

E quando não seguimos essas normas estéticas? É muito provável que vamos nos sentir intimidados e até rejeitados pelas outras pessoas.

E as consequências não param por aí. A seguir, você vai conhecer os prejuízos que a imposição de um padrão de beleza traz para a sociedade. Confira:

    A formação dos padrões de beleza
    As consequências da imposição de padrões de beleza
    O body shaming e o movimento Body Positivity
    Como lidar com os padrões de beleza


A formação dos padrões de beleza

Um padrão de beleza é um conjunto de normas estéticas que formatam o corpo de um indivíduo, de acordo com processos culturais localizados em um determinado espaço e tempo histórico. É uma construção social, ou seja, não é algo que sempre existiu na natureza, não é universal nem imutável.

Cada cultura tem a própria definição do que é belo, estabelecendo associações entre determinadas partes do corpo a atributos positivos ou negativos. Esses parâmetros acabam por qualificar e desqualificar as pessoas, que constroem suas identidades a partir dessas regras.

Vamos pegar como exemplo o padrão de beleza brasileiro dos anos 2000.

Para uma pessoa ser considerada bonita, ela deveria ser alta e ter a menor porcentagem de gordura corporal possível, músculos definidos e lábios grossos. A pele deveria ser bronzeada e não ter sinais que revelassem a idade, como manchas, rugas e cicatrizes.

Se voltarmos para o início do século 20, o tipo físico ideal era um corpo esguio, mas sem músculos aparentes. A pele deveria ser alva e os cabelos, lisos. O envelhecimento não era considerado um problema, tanto que era um elogio aparentar a idade que tinha. A velhice passou a ser associada à feiura na década de 1960, mesmo período em que se pesar e fazer regimes se tornaram um hábito no país.

O vídeo abaixo, produzido pelo Buzzfeed, é uma ótima ilustração de diferentes padrões de beleza que surgiram ao longo de séculos:

Apesar de geralmente pensarmos em figuras femininas quando falamos em padrões de beleza, pessoas do sexo masculino também são enquadradas em parâmetros estéticos.

Confira mais um vídeo do Buzzfeed que traz as características que determinam se um homem é belo ou não em diferentes culturas:
 As consequências da imposição de padrões de beleza

A imposição de um padrão de beleza coloca em risco a saúde das pessoas. A pesquisa da Opinion Box mostrou que 41% dos brasileiros já tiveram problemas psicológicos ligados à aparência e à baixa autoestima.

Há ainda os riscos decorrentes de intervenções cirúrgicas desnecessárias, do uso de esteroides anabolizantes e da exposição prolongada ao sol ou à radiação do bronzeamento artificial.

A cobrança interna e externa pelo corpo perfeito é chamada de pressão estética, que impacta em especial as mulheres.

Listamos alguns dos efeitos nocivos dessa pressão, com a ressalva de que os padrões de beleza não são a única causa dos problemas abaixo.
Transtornos alimentares

Os transtornos alimentares englobam todo comportamento disfuncional relacionado à comida. São distúrbios multifatoriais, ou seja, que têm múltiplas causas. Além da pressão estética, o bullying e outros traumas de infância podem desencadeá-los.

Os principais transtornos alimentares são:

    Anorexia: caracterizado pela visão distorcida sobre o próprio corpo. A pessoa tem medo intenso de ganhar peso e obsessão por emagrecer;
    Bulimia: compulsão alimentar seguida por métodos para evitar ganho de peso, como expurgos, excesso de exercícios físicos e jejum;
    Compulsão alimentar: ingestão exarada de alimentos, sem que haja sensação de fome ou necessidade física;
    Ortorexia: preocupação exagerada com o que se come, levando a uma obsessão para sempre comer de forma certa, com alimentos saudáveis e extremo controle de calorias e qualidade.

Estima-se que 70 milhões de pessoas são afetadas por algum tipo de transtorno alimentar em todo o mundo. Geralmente, os distúrbios começam a se manifestar no final da infância e início da adolescência.
Dismorfia corporal

Também chamada de transtorno dismórfico corporal (TDC), a dismorfia corporal se caracteriza pela preocupação exagerada com algum defeito imaginário na aparência física. Estima-se que atinja mais de 4 milhões de brasileiros, com igual proporção entre homens e mulheres.

Quem sofre com o TDC tem dificuldades de sair de casa, por medo de ser julgado pela aparência, e acaba se isolando. Há quem recorra a procedimentos estéticos e intervenções cirúrgicas para tentar corrigir a suposta imperfeição, o que não garante que o sofrimento vai passar. Geralmente, a pessoa torna-se obsessiva com outra parte do corpo.
Gordofobia

A gordofobia é a aversão a pessoas que estão acima do peso considerado ideal pelos padrões de beleza. Geralmente, é acompanhada por piadas, comentários pejorativos ou desmerecimento.

É um preconceito a um determinado tipo físico, tido como anormal por não estar de acordo com parâmetros estéticos. O caráter do indivíduo passa a ser definido pelo tamanho do seu corpo, o que acaba prejudicando sua saúde mental.
Racismo estético

Falando especificamente de padrões de beleza impostos na sociedade, o racismo estético se manifesta na negação ou em ataques a traços físicos de pessoas negras, como o formato do nariz e da boca, a estrutura óssea e os cabelos.
O body shaming e o movimento Body Positivity

A forma mais óbvia de pressão estética é o body shaming, expressão em inglês para se referir a agressões verbais relacionadas à aparência física de uma pessoa.

A noção de aparência aqui é ampla, abrangendo formato do corpo, cor da pele e dos cabelos, doenças que deixam marcas físicas, cicatrizes e intervenções como tatuagens e piercings.

Em resposta ao body shaming, o movimento Body Positivity defende que todo indivíduo tem o direito de ter uma imagem positiva sobre o próprio corpo, independentemente dos padrões de beleza vigentes.

Entre os objetivos do Body Positivity estão:

    Contestar os padrões de beleza corporal da sociedade, construídos a partir de vieses de raça, gênero, sexualidade e deficiência;
    Promover a aceitação de todos os corpos, ajudando as pessoas a construírem uma relação mais saudável e realista com os próprios corpos;
    Mostrar como a mídia afeta na relação que as pessoas têm com os seus corpos, incluindo como elas sentem-se em relação à comida, atividade física, moda, saúda, identidade e autocuidado.
    Fazer as pessoas aproveitarem processos de mudança no corpo, como o envelhecimento e a gravidez, em vez de temê-los.
    Denunciar padrões de beleza inalcançáveis.

O movimento se originou na década de 1960, tendo como expoente a National Association to Advance Fat Acceptance (NAAFA). Ele ganhou o nome que tem hoje em 1996, quando a executiva escritora Connie Sobczak e a psicóloga Elizabeth Scott fundaram a The Body Positive, organização sem fins lucrativos que ajuda pessoas a lidaram com a imagem negativa que têm dos seus corpos.

O ano de 2012 também foi importante para o movimento, que ganhou popularidade com perfis no Instagram que questionavam padrões de beleza inalcançáveis.

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Como lidar com os padrões de beleza

O Body Positivity oferece algumas pistas de como podemos lidar com os padrões de beleza em nosso dia a dia.

Mas é preciso tomar cuidado para que ele não se torne mais uma pressão estética. Sentir a obrigação de ter uma visão positiva sobre nossa aparência também pode levar à vergonha e culpa, não é mesmo?

Um caminho indicado pela psicóloga Kendra Cherry, que contribui para o portal de saúde mental Verywell Mind, é substituir pensamentos negativos por padrões mais realistas, sem negar que existe um padrão de beleza dominante na televisão, no streaming e nas redes sociais.

Não precisamos amar todas as partes do nosso corpo, mas temos que ter em mente que a aparência não determina nosso valor como seres humanos. Por isso devemos focar em outras características nossas para desenvolver o nosso auto conceito.

O processo não é simples nem acontece do dia para a noite. É um esforço contínuo de evitar pensamentos que prejudicam nossa imagem corporal.

Mas existem atitudes mais concretas que você pode tomar:

    Compre e use roupas que valorizam o corpo que você tem agora, não o que você espera ter amanhã;
    Doe as roupas que estão muito pequenas ou muito grandes para seu tipo físico. O objetivo é ficar confortável e se sentir bem;
    Busque por contas que promovam o Body Positivity ou abordem assuntos que te fazem se sentir bem no Instagram, no TikTok e no YouTube;
    Encontre uma atividade física que te dá prazer e comece aos poucos. O mais importante é fazer algo que fortaleça seu corpo do que o modelar para seguir um padrão;
    Coma alimentos saudáveis no seu dia a dia por eles fazerem bem para você – e não para alcançar o peso ideal.

sexta-feira, 13 de outubro de 2023

CELULAR NO PROCESSO PEDAGÓGICO


O USO DO CELULAR COMO FERRAMENTA PEDAGÓGICA NAS AULAS DE LÍNGUA PORTUGUESA

Incluir as tecnologias do uso do celular de forma ética na sala de aula, incutindo limites e regras ao aluno quanto ao seu uso de forma adequada nas aulas de Língua Portuguesa.

RESUMO

O presente artigo tem a intenção de incluir as tecnologias do uso do celular de forma ética na sala de aula, incutindo limites e regras ao aluno quanto ao seu uso de forma adequada nas aulas de Língua Portuguesa. Sendo assim, é intuito desse trabalho instigar o alunado a refletir sobre o uso ético do celular e conscientizá-los da importância que esta ferramenta tem e pode ser um aliado do professor, caindo por terra que esta ferramenta só atrapalha as aulas.

Palavras-chaves: Educação, Tecnologia, Aparelho celular, Língua Portuguesa.

1 INTRODUÇÃO

Não é verdade que o aparelho celular só vem a prejudicar o aprendizado nas aulas, principalmente nas de língua portuguesa. Ao contrário, este aparelho pode ser um recurso didático a ser utilizado em diferentes momentos na escola, desde que conste no planejamento do plano de aula do docente e da instituição escolar.

Há várias possibilidades de se utilizar um celular em sala de aula e fora dela, seja de um aparelho simples até mais moderno. Um celular simples, por exemplo, que tem como aplicações, a calculadora, o conversor de moeda, de comprimento, de peso, de volume, de área, e de temperatura, tem também a contagem regressiva e o cronômetro, podendo assim auxiliar nas mais diversas atividades na sala ou fora dela. E os aparelhos mais modernos possuem, além disso, tudo como aplicações, também o tradutor de línguas que bastante conhecido por ser utilizado no Google, mais que em alguns não têm necessidade da internet para o uso, o gravador de voz, a filmadora a câmera, e a internet, o que pode tornar as aulas mais interativas e dinâmicas.

Diante de um leque de possibilidades e mediante as facilidades da utilização de diferentes aplicativos do celular, fica nítida para nós a possibilidade de sua utilização em sala de aula desde a calculadora ao acesso de bibliotecas virtuais e tudo isso depende da forma como o professor usa a tecnologia para si mesmo em sua sala de aula e com os seus alunos.

Para tanto se faz necessário, nós professores, estimularmos nossos alunos a estimulá-los a utilizarem os recursos tecnológicos disponíveis dos aparelhos eletrônicos trazidos pelos discentes à sala de aula, associando-os ao seu cotidiano, despertando o prazer e o interesse aos conteúdos curriculares aplicados na disciplina de Língua Portuguesa, remetendo melhor ao aluno reflexões sobre a temática aplicada pelos professores.

2 O USO DO CELULAR COMO FERRAMENTA PEDAGÓGICA NAS AULAS DELÍNGUA PORTUGUESA

Estamos vivemos sob o mundo do desenvolvimento informacional, de mudanças tecnológicas, instigando-nos a necessidade de analisar a mudança do papel do conhecimento ao longo da história, mas na maioria das vezes esses conceitos são utilizados sem muita precisão, dificultando a compreensão da realidade.

O docente enquanto educador necessita de atualizações constantes para discutir temas relacionados à disciplina que leciona, procurando ainda, desenvolver novas formas metodológicas para trabalhar os conteúdos em sala de aula. E para que essa metodologia seja inserida, o educador precisa estar preparado para atuar em sua sala de aula de forma dinâmica, atualizada e interdisciplinar, desenvolvendo ações pedagógicas de orientação e sistematização na busca de informações, recontextualizar as situações de aprendizagem, incentivar a experimentação e a explicitação, bem como o processo de refletir e de depurar ideias.

Entre as tecnologias largamente utilizadas no momento, figura o celular. A Wikipédia Enciclopédia Livre (2011), o conceitua como um equipamento tele móvel, ou seja: Aparelho de comunicação por ondas eletromagnéticas que permite a transmissão bidirecional de voz e dados utilizáveis em uma área geográfica que se encontra dividida em células (de onde provém a nomenclatura celular), cada uma delas servida por um transmissor/receptor.

Essa tecnologia veio para ficar, e se traduz em nova forma de escrita cultural. Seu alto índice de uso é regra também no ambiente escolar. Contudo, esse uso carece de normas e de esclarecimento sobre a étnica de suas práxis, pelo fato de que vivenciamos a era da informação e do conhecimento, desta forma é necessária investigação para que se possa estabelecer seu uso de forma ética nas salas de aula, visto que esta ferramenta paulatinamente está adentrando o universo escolar. Necessário se faz a busca do verdadeiro conhecimento com o qual se justificará o uso dessa tecnologia como forma de agregar conhecimento no ambiente escolar.

Para Bueno (1999, p.87), tecnologia se expressa como “um processo contínuo através do qual a humanidade molda, modifica e gera a sua qualidade de vida”.

No contexto educacional, a tecnologia serve ao determinado por Moran (2006): “É importante conectar sempre o ensino com a vida do aluno. Chegar ao aluno por todos os caminhos possíveis: pela experiência, pela imagem, pelo som, pela representação (dramatizações, simulações), pela multimídia, pela interação online e off-line”.

Em extensão à citação de Moran, conectar o aluno com os outros e demais pessoas pelo celular. As tecnologias, a exemplo do celular devem ser vislumbradas como aliado da educação.

Quando o professor transforma, transcende seu aluno ao prazer de compreender e reconstruir conhecimento. E, para que professor e aluno sejam transformados, eles carecem de capacitação. "Não basta ter acesso à tecnologia para ter o domínio pedagógico. Há um tempo grande entre conhecer, utilizar e modificar processos" (MORAN, 2007, p. 90). Neste processo de aprendizagem, podemos utilizar o celular, a mais importante ferramenta de comunicação do século XXI, cada vez mais enriquecido com novas funções. Até há pouco tempo era um mero telefone móvel com serviço de mensagens curtas (SMS), câmara fotográfica e vídeo. Hoje, já incorpora wi-fi, Internet, correspondência (mail), prestação de serviços (Office), televisão, gráficos e GPS. Apesar de inicialmente ser concebido como um mecanismo que torna possível a comunicação entre duas pessoas, atualmente a tecnologia tanto dos aparelhos quanto dos serviços estão evoluindo. Num futuro próximo, incluirá reconhecimento de voz, leitores de impressão digital e outras tecnologias compatíveis ao aparelho “os celulares estão prestes a virar computadores minúsculos”. Na escola, a proposta de utilização da tecnologia disponível nos aparelhos móveis de comunicação, o celular, deve fazer parte do processo educativo, pois contribui para o desenvolver intelectual, bem como para a interação sociocultural do indivíduo, premissa da educação.

O uso dos telefones celulares pelos meus alunos favorece sua aprendizagem permitindo práticas, dinâmicas e atividades que seriam inviáveis sem eles. Além disso, o uso dos celulares melhora a produtividade da aula permitindo ganhos de tempo e qualidade da aprendizagem. Entendo que é parte do meu ofício como professor orientar meus alunos quanto aos bons usos do telefone celular de maneira a permitir-lhes que exercitem esse bom uso em atividades escolares cotidianas para que, por extensão, também o façam fora dos limites da escola (no seu trabalho, na sua casa e em diferentes meios de convívio). E eu não poderia fazer isso deforma efetiva sem que eles usassem os telefones celulares em minhas aulas. Os relatos de experiências de professores com os quais tenho contato em projetos que participo nas redes sociais e em oficinas de formação onde atuo como formador dão conta de resultados bem parecidos com os meus. Logo, não apenas a “teoria” sobre o uso pedagógico do telefone celular, como também a prática, têm mostrado que é possível, viável e recomendável que ele seja usado cada vez mais em nossas aulas. Nesse sentido percebemos que a utilização das tecnologias na educação não é mais uma opção, mas uma exigência desta sociedade. É imprescindível que o professor vença resistências, pois é um desafio, e vá à busca do conhecimento para que possa estar competente e atuar afinado com as tecnologias. Afinal, “O celular é e será aquilo que nós fizermos dele [...] aqui abrange todos os envolvidos nos processos: produtores, consumidores, críticos, formadores, etc.” (MACHADO, 2001, p.15 -16).

Diante disso, o professor tem necessidade de querer, de motivar-se, enfrentar desafios impostos muitas vezes pelo comodismo. E Moran (2000, p. 24) afirma que “aprendemos pela credibilidade que alguém nos merece. Um professor que transmite credibilidade facilita a comunicação com os alunos e a disposição para aprender”.

Portanto, diante de tantos argumentos com relação ao uso das TIC da sala de aula, se não interagirmos o ensino com as tecnologias que fazem parte do dia a dia dos alunos estaremos – nós professores – incorrendo no risco de ficarmos falando sozinhos na sala de aula, como muitos de nós já estamos.

2.1  SUGESTÕES PARA PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

Como planejamento de atividades diversificadas e interdisciplinares de acordo com nesta temática sugerimos para as aulas de Língua Portuguesa tendo como ferramenta o aparelho celular:

 - Utilização da filmadora do celular em trabalhos que pedem para o aluno entrevistar uma pessoa, e o gravador como uma maneira de corrigir o próprio modo se falar, como uma autoajuda melhora a fala em relação a linguagem correta.

 - Pesquisas pela internet, através de site de buscas assuntos pertinentes à disciplina;

- Trabalhos com fotografias:

  • *Produção de um jornal da sala/escola e usar as fotografias para ilustrar as matérias escritas e entrevistas colhidas pelos alunos;
  • *Documentário sobre as aulas externas e passeios mantendo um diário de bordo da turma;
  • * Fotografias das páginas importantes do livro ou aquelas que foram explicadas pelo professor;
  • *Fotografias da lousa para obter as anotações colocadas pelo professor durante as aulas;

-Utilização da agenda do celular para marcar datas de provas, entregas de trabalho ou outras datas que considera importante que os alunos se lembrem de já que ele é uma agenda que tem até mecanismo de alerta;

-Criação de um serviço de envio de mensagens de aviso por e-mail ou via torpedos. Pelo celular é possível receber atualizações de sites, blogs e até mesmo de mensagens do Twitter, bem como fazer o caminho oposto.

-Criação de um serviço de leitura de notícias e de publicação de notícias e disponibilizar para os alunos;

-Trabalhos com o gravador de áudio:

  • * Registro através do celular de sons, imagens (fotos) e ambos (filmes) assuntos pertinentes às aulas de língua portuguesa, permitindo assim o aluno a prestar atenção no professor, enquanto este fala e escreve, em vez de repartirem a atenção entre o que o docente diz e o que eles estão copiando nos cadernos. O mesmo vale para as suas explicações importantes que podem ser gravadas como sons ou como filmes. Imagine o quanto é mais interessante para o aluno “assisti-lo” ou mesmo “ouvi-lo” na hora de estudar do que apenas conferir anotações, nem sempre fiéis, feitas nos cadernos.
  • * Produção de jornal falado;
  • *Letras de músicas: o professor pode permitir que os alunos escutem sua rádio favorita e selecionem músicas que gostem em língua estrangeira. Eles podem buscar a letra escolhida na Web e traduzi-la com o auxílio de um dicionário.

-Trabalhos com áudio e vídeo: por mais que o vídeo tenha seu áudio original, o docente pode trabalhar de outras formas:

  • Registros através de fotos, vídeos e gravador de voz eventos da escola como Feira de Ciência, apresentação, desenvolvimento e culminância de projetos temáticos da escola, etc.;
  • Utilização os recursos do aparelho celular para registrar atividades feitas com os alunos uma vez que ele é uma câmera fotográfica digital, uma filmadora digital e um rádio gravador digital;
  • Envio de MS de trabalhos produzidos, por exemplo, podendo exercitar a escrita correta e o hábito de pensar e construir suas respostas.

3 CONSEDERAÇÕES FINAIS

Este artigo buscou refletir sobre o uso das novas tecnologias na educação, visto a evidente necessidade de acender uma nova visão no processo de ensino-aprendizagem tendo como obstáculo peculiar a resistência por parte de profissionais que se encontram inseridos num mundo de práticas pedagógicas tradicionais não permitindo a facilidade na luta pela mudança no processo de normalização das novas tecnologias na educação.

Também propusemos: Discutir a importância do uso do celular como ferramenta tecnológica no contexto educacional, especificamente nas aulas da língua pátria; Questionar a utilização do aparelho celular: é indispensável? Como, onde, quando e para que usá-lo? Incentivar a aprendizagem numa linguagem atual e dinâmica, aproximando-se da realidade e dos interesses do aluno, além de propormos o uso do aparelho celular como ferramenta de recurso de estímulo para os alunos desenvolverem suas atividades interdisciplinares nas mais diversas formas como gravação de imagens e de áudio; pesquisas pela internet; utilização da agenda do celular; serviço de envio de mensagens de aviso por e-mail ou via torpedos; gravar aulas, debates, contação de histórias e produção de texto diverso utilizando o celular.

4 REFERÊNCIAS BIBIOGRÁFICAS

BEGOÑA, Gros. Novas tecnologias, velhas polêmicas: o percurso interminável pelo dilema instruir-construir. Substratum ArtMed: Temas fundamentais em psicologia e educação. v. 2. n. 5. Porto Alegre: ArtMed, 1995.

BELLONI, Maria Luiza. Educação a Distância. 2.ed. São Paulo: Editora Autores Associados, 1999. (p.53-77).

FREIRE, Paulo. A pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.

LÉVY, Pierre. Cibercultura. Tradução de Carlos Irineu da Costa. 2.ed. São Paulo: Editora 34, 2003. (p.157-167).

FERRETTI, Celso João et. al: (org). Novas Tecnologias, trabalho e Educação: um debate multidisciplinar. 9.ed. Petrópolis: Editora Vozes, 2003. (p.151-166).

MENEZES, Vera (org). Interação e aprendizagem em ambiente virtual. Belo Horizonte: Editora Fale – UFMG; 2001. (p.15-36).

MORAN, José Manuel. Como utilizar a Internet na Educação. Disponível em Acesso em 2 ago.2008.

MORIN, Edgard. A Ciência com consciência. São Paulo: Bertrand Brasil, 1998.

PAIVA, Vera Lúcia Menezes de Oliveira. O Uso da Tecnologia no Ensino de Línguas Estrangeira: breve retrospectiva histórica.

PAPERT, S. A máquina das crianças: repensando a escola na era da informática. Porto Alegre: Artes Médicas, 1994.

SANCHO, Juana (Org.). Para uma tecnologia educacional. Porto Alegre: Editoras Artes Médicas Sul Ltda., 1998.

ZANELA, Mariluci. O Professor e o “laboratório” de informática: navegando nas suas percepções. 43f. Dissertação (Mestrado em Educação). Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 2007. (p. 25-27).


Sites consultados

Escola Secundária Carlos Amarante-Braga (Portugal):

http://geramovel.googlepages.com/telemovel

Método de ensino via celular: http://www.m-learning.org/

Sala de aula interativa: http://www.saladeaulainterativa.pro.br/

http://botandopra-fora.blogspot.com/2008/04/um-relato-pessoal.html


Publicado por: Lucimário Augusto da Silva